Como Exportar para a China
Acesso ao maior mercado consumidor do mundo: requisitos, canais e etapas para exportadores brasileiros
Pesquisar o mercado e validar a demanda
Antes de investir em exportação para a China, é essencial validar se existe demanda real para o produto. O Brasil tem vantagens comparativas em commodities agrícolas (soja, carne, café, frutas), mas produtos manufaturados e de nicho também têm oportunidades — especialmente aqueles com apelo de origem ou sustentabilidade.
💡 Dicas práticas
- •Consulte dados de exportação do ComexStat (MDIC) para ver histórico de exportações do setor
- •Use a plataforma CEBC (Conselho Empresarial Brasil-China) para pesquisas de mercado
- •Identifique os canais de distribuição: importadores B2B, plataformas como Tmall Global, JD Worldwide ou Pinduoduo
- •Brasileiro precisa entender que o mercado chinês é extremamente competitivo — qualidade e consistência são essenciais
Regularizar o produto junto ao GACC
O GACC (General Administration of Customs of China) é o órgão que regula a importação de alimentos, bebidas e produtos agrícolas na China. Empresas exportadoras de produtos alimentícios precisam ter registro no sistema CIFER (China Import Food Enterprise Registration). O processo é feito via MAPA (Brasil) e pode levar de 3 a 12 meses.
💡 Dicas práticas
- •O registro no GACC é obrigatório para carnes, lácteos, frutas, mel, frutos do mar e outros alimentos
- •A aprovação depende de auditoria das instalações produtivas pelo GACC
- •Contrate um agente regulatório especializado em mercado chinês para coordenar o processo
- •Após aprovação, o número de registro GACC deve constar em todos os documentos de exportação
- •Para produtos não alimentícios, verifique outros requisitos específicos com a CAMEX
Encontrar um importador ou distribuidor confiável
Na China, a maioria dos exportadores brasileiros precisa de um importador local (貿易公司 ou 進口商) como parceiro, pois o mercado chinês tem barreiras linguísticas, culturais e regulatórias que tornam difícil operar diretamente. Alternativas incluem parcerias com trading companies, distribuidores regionais ou venda direta em plataformas de e-commerce cross-border.
💡 Dicas práticas
- •Feiras como Canton Fair (Guangzhou), CIIE (Xangai) e Gulfood são boas para encontrar parceiros
- •A Apex-Brasil e a Câmara de Comércio Brasil-China podem indicar contatos qualificados
- •Faça due diligence antes de assinar exclusividade: exija referências e histórico de importações
- •Plataformas cross-border (Tmall Global, JD Worldwide) permitem vender diretamente ao consumidor sem importador local, mas exigem investimento em marketing
Definir o preço de exportação e as condições de pagamento
Precificar para o mercado chinês exige considerar todos os custos da cadeia: frete, seguro, tarifas de importação na China, margens do importador/distribuidor e impostos locais. O câmbio BRL/CNY é volátil — use hedge cambial para proteger suas margens. O método de pagamento mais seguro é Letter of Credit (L/C); para parceiros conhecidos, T/T (transferência bancária) é mais ágil.
💡 Dicas práticas
- •A tarifa de importação chinesa varia por produto — consulte o tariff schedule do GACC para seu NCM equivalente (HS Code)
- •O VAT chinês é de 13% para a maioria dos bens, adicionando custo ao importador local
- •Use Letter of Credit (L/C) irrevogável para primeiras exportações — proteção contra inadimplência
- •O Banco do Brasil e o BNDES têm linhas de crédito para financiamento de exportações
Preparar a documentação de exportação
A exportação requer documentação específica no lado brasileiro (RE, DDE no SISCOMEX) e documentos para a China (Certificate of Origin, Phytosanitary Certificate quando aplicável, Commercial Invoice em inglês ou chinês, Packing List). O Certificado de Origem Brasil-China pode garantir preferências tarifárias no contexto do acordo bilateral.
💡 Dicas práticas
- •O Registro de Exportação (RE) é obrigatório no SISCOMEX mesmo para exportações isentas de imposto
- •Certificados de origem são emitidos pela FIESP, CNI, ABCE ou câmaras de comércio habilitadas
- •Para produtos orgânicos ou com certificação, inclua os certificados originais — agregam valor na China
- •Todos os documentos para alimentos devem estar em conformidade com as exigências do GACC
Gerenciar logística e consolidar a operação
Os principais portos de chegada na China são Xangai (maior volume), Tianjin (norte), Guangzhou (sul) e Qingdao. Do Brasil, os portos mais usados para a China são Santos e Paranaguá. O tempo de trânsito é de 30 a 45 dias. Após as primeiras exportações, avalie abrir um escritório de representação ou contratar um agente local permanente.
💡 Dicas práticas
- •Monitore o frete internacional — os preços variaram enormemente após a pandemia e continuam voláteis
- •Invista em embalagem adequada ao mercado chinês: rótulos em mandarim são esperados pelo consumidor
- •Calendário: eventos como o Ano Novo Chinês (janeiro/fevereiro) paralisam a logística por 2 a 3 semanas
- •Considere armazenagem em bonded warehouse (armazém alfandegado) na China para agilizar a distribuição
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