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Como Exportar para a China

Acesso ao maior mercado consumidor do mundo: requisitos, canais e etapas para exportadores brasileiros

Comércio Exterior3–6 meses (processo inicial)📋 6 etapas
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Pesquisar o mercado e validar a demanda

Antes de investir em exportação para a China, é essencial validar se existe demanda real para o produto. O Brasil tem vantagens comparativas em commodities agrícolas (soja, carne, café, frutas), mas produtos manufaturados e de nicho também têm oportunidades — especialmente aqueles com apelo de origem ou sustentabilidade.

💡 Dicas práticas

  • Consulte dados de exportação do ComexStat (MDIC) para ver histórico de exportações do setor
  • Use a plataforma CEBC (Conselho Empresarial Brasil-China) para pesquisas de mercado
  • Identifique os canais de distribuição: importadores B2B, plataformas como Tmall Global, JD Worldwide ou Pinduoduo
  • Brasileiro precisa entender que o mercado chinês é extremamente competitivo — qualidade e consistência são essenciais
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Regularizar o produto junto ao GACC

O GACC (General Administration of Customs of China) é o órgão que regula a importação de alimentos, bebidas e produtos agrícolas na China. Empresas exportadoras de produtos alimentícios precisam ter registro no sistema CIFER (China Import Food Enterprise Registration). O processo é feito via MAPA (Brasil) e pode levar de 3 a 12 meses.

💡 Dicas práticas

  • O registro no GACC é obrigatório para carnes, lácteos, frutas, mel, frutos do mar e outros alimentos
  • A aprovação depende de auditoria das instalações produtivas pelo GACC
  • Contrate um agente regulatório especializado em mercado chinês para coordenar o processo
  • Após aprovação, o número de registro GACC deve constar em todos os documentos de exportação
  • Para produtos não alimentícios, verifique outros requisitos específicos com a CAMEX
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Encontrar um importador ou distribuidor confiável

Na China, a maioria dos exportadores brasileiros precisa de um importador local (貿易公司 ou 進口商) como parceiro, pois o mercado chinês tem barreiras linguísticas, culturais e regulatórias que tornam difícil operar diretamente. Alternativas incluem parcerias com trading companies, distribuidores regionais ou venda direta em plataformas de e-commerce cross-border.

💡 Dicas práticas

  • Feiras como Canton Fair (Guangzhou), CIIE (Xangai) e Gulfood são boas para encontrar parceiros
  • A Apex-Brasil e a Câmara de Comércio Brasil-China podem indicar contatos qualificados
  • Faça due diligence antes de assinar exclusividade: exija referências e histórico de importações
  • Plataformas cross-border (Tmall Global, JD Worldwide) permitem vender diretamente ao consumidor sem importador local, mas exigem investimento em marketing
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Definir o preço de exportação e as condições de pagamento

Precificar para o mercado chinês exige considerar todos os custos da cadeia: frete, seguro, tarifas de importação na China, margens do importador/distribuidor e impostos locais. O câmbio BRL/CNY é volátil — use hedge cambial para proteger suas margens. O método de pagamento mais seguro é Letter of Credit (L/C); para parceiros conhecidos, T/T (transferência bancária) é mais ágil.

💡 Dicas práticas

  • A tarifa de importação chinesa varia por produto — consulte o tariff schedule do GACC para seu NCM equivalente (HS Code)
  • O VAT chinês é de 13% para a maioria dos bens, adicionando custo ao importador local
  • Use Letter of Credit (L/C) irrevogável para primeiras exportações — proteção contra inadimplência
  • O Banco do Brasil e o BNDES têm linhas de crédito para financiamento de exportações
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Preparar a documentação de exportação

A exportação requer documentação específica no lado brasileiro (RE, DDE no SISCOMEX) e documentos para a China (Certificate of Origin, Phytosanitary Certificate quando aplicável, Commercial Invoice em inglês ou chinês, Packing List). O Certificado de Origem Brasil-China pode garantir preferências tarifárias no contexto do acordo bilateral.

💡 Dicas práticas

  • O Registro de Exportação (RE) é obrigatório no SISCOMEX mesmo para exportações isentas de imposto
  • Certificados de origem são emitidos pela FIESP, CNI, ABCE ou câmaras de comércio habilitadas
  • Para produtos orgânicos ou com certificação, inclua os certificados originais — agregam valor na China
  • Todos os documentos para alimentos devem estar em conformidade com as exigências do GACC
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Gerenciar logística e consolidar a operação

Os principais portos de chegada na China são Xangai (maior volume), Tianjin (norte), Guangzhou (sul) e Qingdao. Do Brasil, os portos mais usados para a China são Santos e Paranaguá. O tempo de trânsito é de 30 a 45 dias. Após as primeiras exportações, avalie abrir um escritório de representação ou contratar um agente local permanente.

💡 Dicas práticas

  • Monitore o frete internacional — os preços variaram enormemente após a pandemia e continuam voláteis
  • Invista em embalagem adequada ao mercado chinês: rótulos em mandarim são esperados pelo consumidor
  • Calendário: eventos como o Ano Novo Chinês (janeiro/fevereiro) paralisam a logística por 2 a 3 semanas
  • Considere armazenagem em bonded warehouse (armazém alfandegado) na China para agilizar a distribuição
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