巴西资讯巴西贸易物流2026年5月12日
Mercosur-欧盟协议生效:巴西奶酪进口关税降至25.2%,牛肉出口获零关税配额
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Brasil começa a importar queijo mais barato após acordo Mercosul–UE
自2026年5月1日起,Mercosur-欧盟贸易协议生效,巴西以降低关税进口欧盟奶酪、巧克力和番茄,同时以零关税向欧洲出口牛肉、禽肉和卡莎萨酒。首批已批准6份进口许可证和8份出口许可证,涉及奶酪、牛肉等品类。
为什么值得关注
牛肉、禽肉出口关税大幅下降,中资涉农企业需抢抓9.9万吨配额窗口期,并通过Portal Único Siscomex系统完成合规申报。
自2026年5月1日Mercosur与欧盟贸易协议生效后,巴西已开始以降低的关税进口欧盟奶酪,并实现牛肉、禽肉和卡莎萨酒对欧零关税出口。根据巴西发展、工业、贸易和服务部(Mdic)信息,巴西外贸秘书处(Secex)已批准首批6份欧洲产品进口许可证和8份巴西商品出口许可证。进口产品包括奶酪、巧克力和番茄,其中奶酪关税从28%降至25.2%;出口方面,新鲜牛肉、冷冻牛肉、去骨禽肉和卡莎萨酒均获得配额内零关税待遇。对于在巴西从事农产品贸易和加工的中资企业,这意味着进口欧洲乳制品成本下降,同时巴西牛肉、禽肉对欧出口通道拓宽,可能影响相关供应链布局和定价策略。
根据Mdic公布的数据,自2026年5月1日Mercosur-欧盟贸易协议生效以来,巴西已启动首批符合协议规则的进口和出口操作。在进口端,欧盟奶酪关税从28%降至25.2%,巧克力和番茄的关税将从2027年起逐步降低。Secex已批准6份欧洲产品进口许可证,涵盖奶酪、巧克力和番茄。在出口端,巴西获得8份出口许可证,涉及新鲜牛肉、冷冻牛肉、去骨禽肉和卡莎萨酒。其中,禽肉和卡莎萨酒在配额内以零关税进入欧洲市场;牛肉方面,原有的Hilton配额中巴西优质切块关税从20%降至零,同时新设99,000吨配额由Mercosur国家共享,享受关税减免。此前Hilton配额外出口需缴纳12.8%关税加每100公斤304.10欧元,现降至7.5%配额内关税。政府表示,超过5,000个税目对欧盟出口已实现零关税,Mercosur方面有超过1,000个税目对欧洲产品免税。关税配额仅占双边贸易的一小部分,约占巴西出口的4%和进口的0.3%。所有操作通过统一外贸门户系统(Siscomex)集中处理,相关法规已在协议生效前完成。
对于在巴西的中资企业,尤其是从事农产品加工、乳制品进口、肉类出口和酒类贸易的企业,该协议带来直接成本变化。进口欧盟奶酪关税下降2.8个百分点,可能降低中资餐饮和食品加工企业的原料成本;牛肉和禽肉对欧出口零关税配额扩大,为在巴西拥有屠宰和加工产能的中资企业提供了进入欧洲市场的更优通道。同时,巧克力和番茄关税将从2027年起逐步降低,相关进口商可提前规划采购节奏。底稿未涉及中资企业直接影响,但通过降低进口成本和扩大出口机会,可能间接影响中资企业在巴西的采购策略和出口定价。
CBI解读:底稿数据显示,Mercosur-欧盟协议生效首月即产生实际贸易流动,表明巴西政府已完成法规和系统准备。奶酪关税仅降2.8个百分点,幅度有限,但象征意义大于短期价格冲击——欧盟乳制品在巴西市场的竞争力将逐步增强。牛肉出口方面,新设99,000吨配额和Hilton配额关税清零,实质性地降低了巴西牛肉进入欧洲的门槛。CBI认为,中资企业应关注两个关键点:一是配额使用进度,首批8份出口许可证中牛肉占比较高,显示欧洲需求旺盛;二是巧克力、番茄关税2027年降税路径,可能影响中资进口商的采购时间表。与2019年Mercosur-欧盟协议签署后长达七年的批准周期相比,当前执行速度符合预期,但配额总量占巴西出口仅4%,短期内不会颠覆贸易格局。
待观察:1)2026年第二季度Secex将公布的配额使用率数据,特别是99,000吨牛肉配额的分配进度;2)2027年初巧克力、番茄关税首次降税的具体幅度和时间表;3)欧盟是否会对巴西牛肉、禽肉提出额外的卫生或可持续性认证要求,这可能影响中资出口企业的合规成本。
CBI 观察编辑判断
底稿确认首批许可证数量有限(进口6份、出口8份),表明配额分配初期竞争激烈。CBI认为,中资企业应优先申请Cota Hilton零关税通道,并关注2027年巧克力与西红柿关税下调的二次窗口期。
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信息概要
来源信息
- 来源
- Agência Brasil — Economia
- 原文标题
- Brasil começa a importar queijo mais barato após acordo Mercosul–UE
- 原始语言
- 葡萄牙语
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- 编辑
- Clara Lin
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Brasil começa a importar queijo mais barato após acordo Mercosul–UE
O Brasil começou a importar queijo com alíquotas reduzidas após a entrada em vigor do acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE), em 1º de maio. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o país também passou a exportar carne bovina, carne de aves e cachaça com alíquota zero para o mercado europeu.
O Brasil registrou as primeiras operações de importação de chocolates e tomates dentro das regras do acordo. Os pedidos fazem parte das primeiras licenças comerciais aprovadas pelo Ministério dentro das cotas tarifárias previstas no tratado.
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Segundo o Mdic, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) já autorizou seis licenças de importação para produtos europeus e oito licenças de exportação para mercadorias brasileiras desde o início da vigência do acordo.
Produtos europeus
Entre os produtos importados estão queijos, chocolates e tomates originários da União Europeia. No caso dos queijos, o acordo já garantiu redução tarifária imediata, com a alíquota caindo de 28% para 25,2% dentro da preferência negociada.
Para chocolates e tomates, as reduções ocorrerão gradualmente a partir de 2027. Até lá, permanecem válidas as tarifas atualmente aplicadas no comércio entre os blocos.
As operações seguem regras específicas de licenciamento e certificação por meio do Portal Único Siscomex, sistema utilizado para controle do comércio exterior brasileiro.
Exportações liberadas
Do lado brasileiro, as primeiras licenças contemplaram exportações de carne bovina fresca, carne bovina congelada, carne de aves desossada e cachaça.
Segundo o MDIC, as exportações de carne de aves e cachaça passam a entrar no mercado europeu com tarifa zero dentro das cotas estabelecidas pelo acordo.
No caso da carne bovina, o tratado ampliou o acesso do produto brasileiro ao mercado europeu. A chamada Cota Hilton, mecanismo existente antes do acordo, teve a tarifa reduzida de 20% para zero nos cortes nobres exportados pelo Brasil.
Além disso, foi criada uma nova cota de 99 mil toneladas compartilhada entre os países do Mercosul, com redução tarifária nas vendas ao bloco europeu. Antes do acordo, as exportações fora da Cota Hilton estavam sujeitas à tarifa de 12,8% mais 304,10 euros a cada 100 quilos. Agora, passam a pagar tarifa intracota de 7,5%.
Comércio ampliado
O governo afirma que a maior parte do comércio entre Mercosul e União Europeia já opera sem restrições quantitativas e com redução ou eliminação de tarifas.
Segundo o Mdic, mais de 5 mil linhas tarifárias (alíquotas de cada código numérico de produto) passaram a ter tarifa zero para exportações destinadas à União Europeia. No Mercosul, mais de 1 mil linhas tarifárias operam com isenção para produtos europeus.
As cotas tarifárias representam parcela reduzida do comércio bilateral, equivalente a cerca de 4% das exportações brasileiras e 0,3% das importações.
Sistema operacional
As operações estão sendo executadas por meio do Portal Único Siscomex, que centraliza os pedidos de licença e certificação para empresas importadoras e exportadoras.
De acordo com o governo, toda a regulamentação necessária para implementação das cotas foi concluída antes da entrada em vigor do acordo, garantindo o funcionamento pleno do sistema desde o primeiro dia de vigência do tratado.
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