巴西资讯巴西宏观市场2026年4月27日
巴西新Desenrola计划允许用FGTS还债,中资零售与金融业需关注消费回暖
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Novo Desenrola permitirá uso do FGTS para renegociação de dívidas
巴西政府启动新Desenrola计划,允许劳动者使用最多20%或1000雷亚尔的FGTS余额偿还逾期债务,预计释放82亿雷亚尔;同时5月26日将向1050万劳动者支付84亿雷亚尔生日提款剩余款项。中资零售、消费金融及支付企业可关注家庭偿债能力改善带来的消费刺激效应。
为什么值得关注
巴西政府通过FGTS释放166亿雷亚尔流动性,直接改善家庭偿债能力,中资零售与消费金融企业可捕捉消费回暖窗口。
巴西联邦政府本周一正式启动新Desenrola Brasil计划,允许劳动者通过FGTS(服务时间保障基金)应用程序授权,使用最多20%的基金余额或最多1000雷亚尔(取较高值)来偿还逾期债务。劳动与就业部预计,该措施将动用高达82亿雷亚尔的FGTS资金。劳动者需先在FGTS应用程序中授权金融机构访问其可用余额,债务重新谈判完成后,由联邦储蓄银行将资金直接转给相关银行,操作正式化期限最长为查询余额后的30天。对于在巴从事零售、消费金融及支付服务的中资企业而言,该政策有望短期内缓解家庭债务压力,提振消费意愿,值得密切跟踪后续资金落地节奏。
根据巴西联邦政府公布的新Desenrola计划细则,从本周一开始,劳动者可通过FGTS应用程序授权,使用最多20%的基金余额或最多1000雷亚尔(取较高值)用于摊销或清偿逾期债务。劳动与就业部数据显示,政府预计通过该计划动用高达82亿雷亚尔的FGTS资金。操作流程为:劳动者先在FGTS应用程序中授权金融机构访问其可用余额,金融机构随后进行债务重新谈判,谈判完成后由联邦储蓄银行将资金直接转给相关银行。操作正式化的预计期限为查询可用余额后最多30天。银行正在制定操作程序,以便金融机构开始提供该模式。符合条件的劳动者月收入不超过8105雷亚尔,可重新谈判的债务包括信用卡、透支和消费者直接信贷(CDC)。使用FGTS将暂时暂停新的年度提款和生日提款的预支,直至余额恢复。此外,政府还宣布超过1050万劳动者将于5月26日收到FGTS生日提款账户的剩余款项,这些款项自去年年底起分多轮释放,额外释放金额估计为84亿雷亚尔,将惠及2020年至2025年间被无正当理由解雇的劳动者。存款将自动存入FGTS应用程序中注册的账户。
对于在巴西的中资企业,该政策的影响主要体现在消费端和支付端。底稿未涉及中资企业直接影响,但通过家庭偿债能力改善和流动性释放,中资零售企业(如跨境电商、日用消费品品牌)可能迎来短期消费回暖;中资消费金融和支付平台(如与巴西本地银行合作的信贷产品、Pix收单服务商)可关注逾期债务减少带来的资产质量改善和交易活跃度提升。需要注意的是,劳动者使用FGTS还债后,其年度提款和生日提款预支功能将暂时暂停,这可能影响部分低收入群体的长期流动性安排,中资企业在设计分期或信贷产品时应评估该因素。
CBI解读:底稿显示,新Desenrola计划是巴西政府继2023年Desenrola之后再次通过FGTS工具干预家庭债务市场,规模达82亿雷亚尔,叠加5月26日84亿雷亚尔的生日提款剩余款项释放,短期内向家庭部门注入约166亿雷亚尔流动性。CBI认为,这一组合政策旨在缓解2025年以来巴西家庭债务违约率上升的压力,同时为下半年消费旺季(如黑五、圣诞)蓄力。但需注意,FGTS资金的使用本质上是将劳动者未来保障基金提前变现,可能削弱长期储蓄基础,对中资企业而言,短期消费刺激与长期居民购买力透支之间的平衡值得持续观察。
待观察:一是5月26日生日提款剩余款项的实际到账率和劳动者使用情况,可通过FGTS应用程序下载量和授权数据跟踪;二是银行和金融机构在30天操作窗口内的债务重新谈判完成率,将直接影响82亿雷亚尔的实际释放规模;三是巴西央行或劳动与就业部后续是否出台配套措施,如调整FGTS提款规则或扩大Desenrola覆盖范围,以应对可能出现的流动性再分配问题。
CBI 观察编辑判断
底稿确认新Desenrola计划允许使用FGTS还债,预计动用82亿雷亚尔,同时5月26日将释放84亿雷亚尔生日提款剩余款项。CBI认为,短期流动性注入有助于降低家庭违约率并刺激消费,但FGTS资金提前使用可能削弱长期保障,中资企业需平衡短期机会与长期风险。
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信息概要
来源信息
- 来源
- Agência Brasil — Economia
- 原文标题
- Novo Desenrola permitirá uso do FGTS para renegociação de dívidas
- 原始语言
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- 编辑
- Clara Lin
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Novo Desenrola permitirá uso do FGTS para renegociação de dívidas
O novo programa Desenrola, que vem sendo chamado de Desenrola 2.0, deve ser anunciado esta semana pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e vai permitir o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a renegociação das dívidas.
A informação foi confirmada nesta segunda-feira (27) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, em São Paulo, após participar de reuniões com banqueiros.
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“A gente segue trabalhando com a possibilidade de usar o fundo de garantia”, disse o ministro.
Durigan adiantou, no entanto, que haverá um limite para o uso do FGTS no Desenrola.
“A limitação que vai ter para garantia do próprio fundo é um percentual do saque. Então é um saque limitado dentro do programa, vinculado ao pagamento das dívidas do programa, mas não necessariamente sendo maior do que a dívida”, explicou.
Nesta manhã, o ministro esteve reunido na capital paulista com banqueiros e com o presidente da Federação Brasileira de Bancos, Isaac Sidney. Estiveram presentes os presidentes dos bancos BTG Pactual, Itaú Unibanco, Santander, Bradesco e Nubank. À tarde, ele também se reuniu com representantes do Citibank.
“Estamos hoje concluindo as conversas com as instituições financeiras para entregar ao presidente, essa semana, o programa de renegociação das dívidas das famílias brasileiras. Estou voltando para Brasília amanhã e falarei com o presidente para que o anúncio seja feito, possivelmente, ainda esta semana pelo presidente”, disse ele a jornalistas.
De acordo com o ministro, o novo programa Desenrola pretende reduzir os níveis de inadimplência no país, em um cenário de juros ainda elevados, mas com expectativa de queda nos próximos meses. “O programa tem aquela linha geral de exigir reduções de uma dívida que as famílias brasileiras mais sofrem hoje como o cartão de crédito, o CDC (crédito direto ao consumidor) e o cheque especial”, explicou.
Ele também adiantou que o Desenrola vai ter um aporte do Fundo Garantidor de Operações (FGO). “Vai ter um aporte no FGO também, isso está previsto nas medidas que a gente vai colocar. Vai ser o suficiente para a gente garantir a renegociação de quem quiser fazer essa renegociação”, declarou.
Embora não tenha fornecido mais detalhes sobre o novo programa, o ministro disse esperar que os descontos possam alcançar até 90%.
“O que a gente está exigindo, com a contrapartida dos bancos, é que haja uma taxa de juros muito menor do que a praticada nesses três segmentos [CDC, cartão de crédito e cheque especial], que são créditos caros que as pessoas têm que tomar no Brasil. Estamos falando de taxas de juros que variam entre 6% e 10% ao mês. Então, uma dívida de R$ 10 mil, por exemplo, no mês seguinte, ela possivelmente vai ser uma dívida de R$ 11 mil. Uma família brasileira que recebe um salário médio, possivelmente não sairá desse ciclo de atualização da sua dívida. Então, com um desconto amplo, a gente vai chegar a descontos de até 90% nesse programa”, estimou.
Ele ressaltou, no entanto, que o programa não será um “Refis periódico” e ocorrerá apenas como uma medida excepcional.
“Tanto no Desenrola que aconteceu em 2023 quanto no de agora, tratam-se de medidas pontuais e as pessoas não devem contar com a recorrência desse tipo de medida. Nós estamos vivendo uma situação excepcional, as famílias têm um problema, estamos vendo uma guerra e vendo alguns impactos que muitas vezes fogem ao nosso controle. Mas é importante dizer que não se trata de um Refis recorrente”, ressaltou.
Quanto ao número de beneficiados, o ministro declarou que a expectativa do governo é de que milhões de pessoas possam ser atingidas pela nova medida. “Eu espero que a gente atinja dezenas de milhões de pessoas pelo país”, limitou-se a dizer. No primeiro programa Desenrola Brasil, cerca de 15 milhões de pessoas foram beneficiadas com a negociação de R$ 53,2 bilhões em dívidas.
Hoje à tarde o ministro ainda deve se reunir com executivos das empresas Equinor Brasil, Petrogal Brasil, Repsol Sinopec Brasil, Shell Brasil e TotalEnergies EP Brasil. Todas são do setor de petróleo e gás.
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