巴西资讯巴西宏观市场2026年5月13日
巴西财长携关键矿产议程赴金砖G7,中资矿业或迎合作窗口
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Durigan: Brasil discutirá guerra e minerais em reuniões do Brics e G7
巴西财长杜里甘将于5月13日起先后访问莫斯科和法国,在金砖与G7会议上重点讨论战争经济影响及关键矿产合作。巴西欲以法律保障吸引外资,同时要求本地工业化,中资矿业企业需关注谈判进展与政策落地。
为什么值得关注
巴西财长将关键矿产与战争影响捆绑谈判,中资矿业企业面临本地化要求与供应链规则重塑的双重挑战。
巴西财政部长达里奥·杜里甘(Dario Durigan)于5月12日宣布,将在本周先后参加金砖国家开发银行会议(莫斯科,5月14日)和七国集团(G7)会议(法国,5月18日),核心议题包括中东与乌克兰战争的经济影响、关键矿产谈判、战略投资及能源安全。杜里甘明确表示,巴西希望成为稀土、铌和石墨烯等关键矿产的全球战略合作伙伴,同时推动本地工业化和就业。对于在巴西从事矿业、能源及农业的中资企业而言,此次多边外交可能释放新的合作信号与合规要求。
巴西财政部长达里奥·杜里甘于5月12日接受巴西电视台采访时透露,巴西将在金砖国家(Brics)和七国集团(G7)会议上重点讨论中东和乌克兰战争的经济影响,以及关键矿产的谈判。杜里甘将于5月13日从巴西出发,14日抵达莫斯科参加金砖国家开发银行会议,重点讨论如何保护巴西经济免受战争影响,特别是燃料价格和农业综合企业。随后他将于5月18日前往法国参加G7会议。杜里甘表示,巴西政府希望将自己定位为关键矿产(如稀土、铌和石墨烯)的战略合作伙伴,同时推动本地工业化和就业。他强调,国会最近批准的新法律框架旨在为外国投资者提供法律保障,同时不放弃国家对资源的控制。杜里甘说:“在巴西,我们希望为一项关乎世界利益的业务——关键矿产——提供法律保障。”政府主张未来的国际伙伴关系应与本地工业化和就业创造挂钩。杜里甘宣称:“第一支柱是主权;第二是鼓励本地工业化。”他还表示,巴西希望刺激工业化,将原材料转化为更复杂的产品,扩大国内发展,避免重蹈历史上黄金、白银等资源的覆辙。
对于在巴西的中资企业,尤其是矿业、能源和农业领域的投资者,此次财长出访释放了多重信号。底稿显示,巴西政府将关键矿产谈判与战争影响、能源安全捆绑讨论,意味着中资企业可能面临更复杂的国际竞争环境。目前中国主导全球关键矿产生产,而巴西作为全球第二大储量国,正试图通过多边外交争夺供应链话语权。中资矿业企业需关注巴西新法律框架的具体条款,尤其是关于外资参与本地工业化、技术转移和就业创造的要求。此外,燃料价格和农业综合企业是巴西经济敏感领域,中资在相关行业的投资可能受到战争影响评估的间接波及。底稿未涉及中资企业直接影响,但通过金砖和G7平台,巴西可能推动关键矿产定价、出口限制或本地加工要求,进而影响中资企业的采购成本和出口策略。
CBI解读:底稿显示巴西政府正通过多边外交主动塑造关键矿产供应链规则,其核心诉求是“主权+本地工业化”,这与中资企业传统的资源获取模式存在潜在张力。CBI认为,巴西新法律框架虽承诺法律保障,但具体执行细则尚未公布,中资企业需警惕“本地化要求”可能转化为强制技术转让或本地采购比例。同时,巴西将战争影响与矿产谈判挂钩,暗示其可能利用地缘政治筹码争取更有利的合作条件。横向对比,印尼此前通过镍矿出口禁令推动本地冶炼,巴西在稀土、铌等矿产上可能采取类似策略。中资企业应提前评估在巴矿产项目的本地化成本,并关注金砖国家新开发银行(NDB)资助项目(如与圣保罗大学合作的智能医院)中是否隐含矿产合作条款。
待观察:1)5月14日金砖国家开发银行会议后,巴西是否会公布针对关键矿产的外资准入细则或本地化比例要求;2)5月18日G7会议期间,巴西是否与西方国家达成关键矿产合作备忘录,可能影响中资企业的竞争格局;3)巴西国会新法律框架的配套法规(如矿业特许权使用费调整、出口税)何时出台,以及是否对中资现有项目产生追溯效力。
CBI 观察编辑判断
底稿显示巴西政府明确将“主权”和“本地工业化”作为关键矿产合作的前提,这与中资企业传统投资模式存在潜在冲突。CBI认为,巴西可能借鉴印尼镍矿政策,通过法律框架要求外资在巴设立加工厂或技术转移,中资企业需提前评估合规成本。
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信息概要
来源信息
- 来源
- Agência Brasil — Economia
- 原文标题
- Durigan: Brasil discutirá guerra e minerais em reuniões do Brics e G7
- 原始语言
- 葡萄牙语
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- 编辑
- Clara Lin
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Durigan: Brasil discutirá guerra e minerais em reuniões do Brics e G7
Os impactos econômicos das guerras no Oriente Médio e na Ucrânia e as negociações sobre minerais críticos serão os principais temas discutidos pelo Brasil nas reuniões do Brics e do G7, disse nesta terça-feira (12) o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Em entrevista ao programa Na Mesa com Datena, apresentado pelo jornalista José Luiz Datena na TV Brasil, Durigan também detalhou que as negociações incluirão investimentos estratégicos e segurança energética.
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As viagens ocorrerão em meio ao aumento das tensões geopolíticas globais e fazem parte da estratégia do governo brasileiro de antecipar cenários de turbulência internacional para proteger setores como combustíveis, agronegócio e mineração.
O ministro afirmou a Datena que o Brasil pretende consolidar-se como parceiro estratégico em recursos minerais e tecnologia, ao mesmo tempo em que busca ampliar a cooperação internacional em áreas consideradas sensíveis para a economia brasileira.
Agenda em Moscou
O ministro parte nesta quarta-feira (13) do Brasil. Na quinta (14), desembarca em Moscou, onde participará da reunião do Banco do Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
O foco principal será discutir formas de proteger a economia brasileira dos efeitos das guerras internacionais, especialmente sobre os preços dos combustíveis e sobre o agronegócio.
“O tema de como a gente se prepara e protege o Brasil da guerra é o tema que mais me importa”, afirmou Durigan.
O ministro pretende se reunir com representantes da Índia, de países do Oriente Médio e de outras nações do bloco para avaliar cenários econômicos diante da instabilidade internacional. Durigan ressalta que mesmo a guerra sendo alheia à vontade dos brasileiros, afeta o país.
"Ela afeta muito a vida das pessoas. Claro, nós estamos acompanhando, como no preço de combustível", declarou o ministro.
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Foto: Valter Campanato/Agência Brasil" title="Valter Campanato/Agência Brasil">
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Foto: Valter Campanato/Agência Brasil" title="Valter Campanato/Agência Brasil">
No programa Na Mesa com Datena, Dario Durigan fala sobre reuniões do Brics e do G7- Valter Campanato/Agência Brasil
Outro ponto central da agenda será a preservação de investimentos financiados pelo Novo Banco de Desenvolvimento, conhecido como Banco do Brics.
Entre os projetos prioritários citados pela equipe econômica está o desenvolvimento do primeiro Hospital Inteligente da América Latina, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) e financiado pelo Banco do Brics.
Segundo o governo, a iniciativa prevê integração tecnológica internacional e cooperação entre especialistas de vários países.
Minerais estratégicos
A pauta de minerais críticos também será levada tanto à Rússia quanto à França, onde o ministro chega na segunda-feira (18) para a reunião do G7. O governo brasileiro quer transformar o país em um dos principais fornecedores globais de matérias-primas consideradas essenciais para a indústria tecnológica e para a transição energética.
Entre os minerais citados estão terras raras, nióbio e grafeno. Atualmente, a China lidera a produção mundial desses materiais, enquanto o Brasil busca consolidar sua posição como segunda maior reserva global.
Segundo Durigan, o novo marco legal recentemente aprovado pelo Congresso pretende oferecer segurança jurídica aos investidores estrangeiros sem abrir mão do controle nacional sobre os recursos.
“No Brasil, a gente quer dar segurança jurídica para um negócio que interessa ao mundo: minerais críticos”, afirmou.
O governo defende que futuras parcerias internacionais estejam vinculadas à industrialização local e à geração de empregos no país.
“O primeiro pilar é soberania; o segundo é incentivar a industrialização local”, declarou o ministro.
Durigan também afirmou que o Brasil quer estimular a industrialização para transformar matéria-prima em produtos mais elaborados e ampliar o desenvolvimento interno.
"Não queremos repetir um padrão histórico que a gente viu com o ouro, com a prata, com a cana de açúcar, ou com o minério de ferro. Que é: tira tudo daqui e depois eu compro a placa de aço industrializada, depois eu compro o petróleo, o diesel importado. Quero incentivar a industrialização no Brasil", afirmou.
Reunião do G7
Em Paris, Durigan terá encontros ligados ao G7, grupo que as sete democracias mais ricas do planeta. O Brasil participará como país convidado.
Além dos debates sobre minerais estratégicos, a agenda deve incluir segurança global, impactos econômicos das guerras e alternativas para estabilização geopolítica.
Segundo Durigan, o Brasil pretende se apresentar como alternativa confiável para o fornecimento de minerais críticos diante da dependência internacional em relação à China.
A equipe econômica também quer ampliar negociações com países europeus interessados em investir no setor mineral brasileiro sob novas regras de exploração.
Investimentos externos
As viagens também terão foco em atração de investimentos estrangeiros para setores de tecnologia e infraestrutura.
Segundo o ministro, conversas anteriores com empresas alemãs durante a Feira de Hanover, realizada em abril na Alemanha, abriram espaço para futuras instalações industriais no Brasil.
A estratégia do governo é vincular investimentos externos à criação de empregos qualificados, apoio às universidades e transferência de tecnologia.
Durigan afirmou ainda que o Brasil pretende manter relações internacionais sob uma lógica de defesa da soberania econômica.
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