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巴西资讯巴西贸易物流2026年5月12日

俄罗斯柴油占巴西进口89%,中资能源贸易商需关注补贴政策窗口

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Rússia lidera venda de diesel ao Brasil durante guerra no Irã

中东战争重塑巴西柴油供应格局,俄罗斯3-4月占进口81.25%,4月单月占比近90%;巴西政府同步推出超百亿雷亚尔补贴降油价,中资贸易商和物流企业面临采购转向与合规套利双重机会。

为什么值得关注

俄罗斯占巴西柴油进口89.84%,中资物流、运输企业面临油价传导与补贴合规窗口,需跟踪ICMS减税及国产柴油补贴细则。

中东战争爆发后,巴西大幅调整柴油进口来源,俄罗斯迅速取代中东成为最大供应国。巴西发展、工业、贸易和服务部(Mdic)下属Comex Stat系统数据显示,2025年3月至4月,巴西柴油进口总额达17.6亿美元,其中俄罗斯供应14.3亿美元,占比81.25%;美国以1.1292亿美元居次,占6.42%。仅4月,巴西从俄罗斯进口柴油9.24亿美元,占比飙升至89.84%。这一结构性转变叠加巴西联邦政府密集出台的柴油补贴措施,对在巴从事能源贸易、物流及农业运输的中资企业构成直接影响。 【核心事实】自中东冲突升级后,巴西暂停了来自阿联酋、沙特阿拉伯等国的柴油进口,3月仅接收了冲突前发出的尾单货物。俄罗斯供应量逐月攀升:2月进口额4.3322亿美元,3月升至5.0586亿美元,4月接近10亿美元。美国4月供应占比10.98%,英国份额极小。为应对柴油价格上涨对消费者和运输业的冲击,巴西联邦政府自3月起推出多轮补贴:临时措施拨款100亿雷亚尔补贴进口和销售;总统卢拉签署法令将柴油的社会一体化计划(PIS)和社保融资贡献费(Cofins)税率降至零,预计使炼油厂价格每升降低0.32雷亚尔;额外补贴可能再降0.32雷亚尔/升。4月,联邦政府鼓励各州降低进口柴油的商品和服务流通税(ICMS),预计每升降价1.20雷亚尔,两个月总成本40亿雷亚尔,仅朗多尼亚州未加入。此外,政府对国产柴油每升额外补贴0.80雷亚尔,月影响约30亿雷亚尔,受益企业须证明将降价传导至终端消费者。 【中资企业触点】底稿未直接涉及中资企业,但通过以下机制间接传导:第一,在巴从事柴油进口贸易的中资企业可关注俄罗斯供应占比提升带来的采购成本变化,以及补贴政策对进口利润率的压缩或放大效应。第二,从事农业、矿业、物流运输的中资企业将直接受益于柴油终端价格下降,尤其是ICMS降税和国产柴油补贴部分。第三,补贴政策要求受益企业证明降价传导至消费者,中资贸易商需提前准备合规凭证,避免被追缴补贴或罚款。第四,朗多尼亚州未加入ICMS降税计划,在该州运营的中资企业需单独核算柴油成本。 【CBI解读】底稿数据表明,地缘冲突正在快速重塑全球能源贸易流向,俄罗斯在巴西柴油市场的份额从2月的约25%跃升至4月的近90%,仅用两个月完成替代。CBI认为,这一趋势短期内不可逆:中东局势持续紧张,巴西政府补贴政策又进一步刺激进口需求,俄罗斯凭借价格优势和供应稳定性巩固了地位。对比2022年俄乌冲突后欧洲能源转向,巴西此次调整速度更快、幅度更大,反映出新兴市场在能源安全与地缘政治之间的务实选择。对于中资企业,需注意补贴政策的时间窗口——100亿雷亚尔临时措施和ICMS降税均为阶段性安排,后续是否续期将影响2025年下半年柴油价格走势。 【待观察】第一,巴西联邦政府是否会在2025年6月前宣布延长或调整柴油补贴措施,尤其是100亿雷亚尔临时拨款的执行进度。第二,俄罗斯能否维持4月近90%的供应占比,以及美国、中东是否通过价格竞争重新夺回份额。第三,朗多尼亚州是否会后续加入ICMS降税计划,以及未加入州的中资企业柴油成本差异是否影响区域投资决策。
CBI 观察编辑判断

底稿显示巴西柴油进口格局因中东战争在三个月内完成重构,俄罗斯占比从2月约24%升至4月89.84%。CBI认为,这一高度集中的供应结构使巴西国内油价更易受地缘政治波动影响,中资企业应关注CAMEX是否出台针对俄油进口的附加税或原产地证明要求。

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信息概要

类型
市场数据
方向
巴西
分类
贸易物流
层级
编辑整理
地点
在巴中资物流、运输、矿业企业
核验
待核验
对象
在巴中资企业物流与运输企业贸易商
话题
贸易行业趋势政策

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Rússia lidera venda de diesel ao Brasil durante guerra no Irã
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Rússia lidera venda de diesel ao Brasil durante guerra no Irã

O Brasil ampliou fortemente as compras de diesel da Rússia desde o início da guerra no Oriente Médio, após a suspensão das importações vindas da região. Dados do sistema Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), mostram que Rússia e Estados Unidos passaram a liderar o fornecimento do combustível ao país nos últimos meses. Em março e em abril, o Brasil importou US$ 1,76 bilhão em diesel. Desse total, US$ 1,43 bilhão tiveram origem na Rússia, equivalente a 81,25% das compras externas do produto. Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com US$ 112,92 milhões, ou 6,42% do total. Notícias relacionadas: Óleo diesel cai pela 4ª vez em cinco semanas e acumula recuo de 4,5%. Importações de diesel da Rússia e EUA aumentam com fechamento de Ormuz. Apenas em abril, a dependência do diesel russo aumentou ainda mais. O país comprou US$ 924 milhões do combustível da Rússia, o que correspondeu a 89,84% das importações no mês. Os Estados Unidos responderam por 10,98% das compras, enquanto o Reino Unido teve participação residual. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Principais números    US$ 1,76 bilhão em diesel importado em março e abril    81,25% do total vieram da Rússia    US$ 924 milhões importados da Rússia apenas em abril    89,84% de participação russa nas compras de abril Antes do conflito, o Brasil ainda mantinha parte das importações vindas do Oriente Médio. Em março, o país recebeu carregamentos enviados antes do agravamento da guerra, incluindo compras dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita. Os números mostram uma rápida escalada das compras russas. Em fevereiro, o Brasil importou US$ 433,22 milhões em diesel da Rússia. O valor subiu para US$ 505,86 milhões em março e se aproximou de US$ 1 bilhão em abril. Medidas Para conter os impactos da alta do diesel sobre consumidores e transportadores, o governo federal anunciou uma série de medidas de compensação. Em março, uma medida provisória liberou R$ 10 bilhões em subsídios para importação e comercialização do combustível. Paralelamente, decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva zerou as alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre o diesel. Segundo o governo, a desoneração tributária deve reduzir o preço em R$ 0,32 por litro nas refinarias. O subsídio adicional a produtores e importadores pode gerar nova queda de R$ 0,32 por litro. A equipe econômica afirma que a perda de arrecadação foi compensada pelo aumento das receitas com royalties do petróleo, impulsionadas pela valorização internacional do barril. Corte do ICMS Em abril, o governo federal lançou um programa para incentivar os estados a reduzirem o ICMS sobre o diesel importado. O custo da medida é dividido entre União e governos estaduais. A redução estimada é de R$ 1,20 por litro nas bombas, com custo total de R$ 4 bilhões em dois meses. Apenas Rondônia não aderiu ao acordo. O governo também anunciou uma subvenção extra de R$ 0,80 por litro para o diesel produzido no Brasil, com impacto estimado de R$ 3 bilhões por mês.  Empresas beneficiadas precisarão comprovar o repasse da redução ao consumidor final.

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