巴西资讯巴西宏观市场2026年5月4日
伊朗战争推高油价,巴西3月油气产量创纪录,中资能源企业关注供应格局变化
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Em meio à guerra no Irã, Brasil bate recorde de produção de petróleo
伊朗战争导致全球石油供应紧张、布伦特油价飙升至114美元/桶,巴西3月油气日产量创553.1万桶油当量新高,盐下油田占比近80%,Petrobras提前启动新平台增产。在巴中资企业需关注油价波动对运营成本、汇率及能源合作机会的影响。
为什么值得关注
巴西油气产量创纪录叠加伊朗战争推高油价,直接影响在巴中资炼化企业采购成本、设备供应商订单机会及贸易商套利窗口。
2026年4月4日,巴西国家石油、天然气和生物燃料局(ANP)公布数据显示,3月巴西石油和天然气日产量达553.1万桶油当量(boe/d),创历史新高,超过2月530.4万桶/日的此前纪录。3月是美国与以色列对伊朗发动战争的首月,霍尔木兹海峡通行受阻导致全球约20%的石油运输中断,布伦特原油价格从约70美元/桶飙升至114美元/桶。巴西作为非欧佩克主要产油国,其产量增长有助于缓解全球供应紧张,也直接影响了在巴中资企业的能源采购成本与投资环境。
据ANP数据,3月巴西原油日产量424.7万桶,环比增长4.6%,同比增长17.3%;天然气日产量2.0411亿立方米,环比增长3.3%,同比增长23.3%。盐下(pré-sal)地区日产油当量442.1万桶,同样创下纪录,环比增长3.6%,同比增长19%,占巴西总产量的79.9%。桑托斯盆地(Bacia de Santos)的布济奥斯(Búzios)油田日产原油88.643万桶,为最大产油油田;梅罗(Mero)油田日产天然气4206万立方米,为最大产气油田。巴西国家石油公司(Petrobras)单独或联合运营的油田贡献了88.23%的产量,其“阿尔米兰特·塔曼达雷”(Almirante Tamandaré)平台日产18.6万桶,为单平台最高。5月,Petrobras提前三个月启动了P-79平台,该平台日产18万桶原油并压缩720万立方米天然气。
对于在巴西的中资企业,这一产量新高意味着多重影响。首先,油价飙升直接推高柴油、航空煤油等成品油价格,巴西政府已采取免税和补贴等措施遏制价格上涨,但中资物流、矿业、农业等用油大户的运营成本仍面临压力。其次,Petrobras增产及盐下油田的高产,可能吸引更多中资油服、工程承包企业参与其供应链,尤其是深海平台建造与维护领域。此外,巴西减少对外部市场依赖的趋势,可能影响中资企业从巴西进口原油的定价谈判,以及中巴能源合作项目的节奏。底稿未涉及中资企业直接影响,但通过油价传导、汇率波动(雷亚尔对美元)以及巴西政府能源政策调整,间接影响在巴中资企业的现金流与投资决策。
CBI解读认为,底稿数据表明巴西正成为全球石油供应的重要稳定器,其产量增长在战争背景下具有战略意义。CBI观察,巴西盐下油田的持续高产,叠加Petrobras新平台提前投产,显示巴西能源行业投资回报周期可能缩短,这为中资企业参与巴西深海油气开发提供了窗口。但需注意,巴西政府为平抑国内油价可能出台更多干预措施,如调整燃料税或强制Petrobras控制出口,这将对中资贸易商和炼化项目产生不确定性。
待观察:一是布伦特原油价格能否在114美元/桶附近企稳,若持续走高,巴西政府可能进一步加征出口税或调整国内燃料定价机制;二是Petrobras下半年是否公布新的盐下油田招标计划,中资企业可提前评估参与可行性;三是ANP将于5月公布4月产量数据,关注产量增速是否持续,以及P-79平台实际达产情况。
CBI 观察编辑判断
底稿显示巴西3月产量已超2月纪录4.3%,且Petrobras提前启动P-79平台,表明增产具备持续性。CBI认为,盐下地层79.9%的产量占比意味着巴西未来增产高度依赖深水技术,中资海工装备企业可关注Petrobras后续招标。同时,布伦特原油从70美元涨至114美元,涨幅达63%,但底稿未提及巴西原油出口定价机制是否调整,中资贸易商需警惕贴水变化风险。
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信息概要
来源信息
- 来源
- Agência Brasil — Economia
- 原文标题
- Em meio à guerra no Irã, Brasil bate recorde de produção de petróleo
- 原始语言
- 葡萄牙语
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- 编辑
- Clara Lin
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Em meio à guerra no Irã, Brasil bate recorde de produção de petróleo
Em um cenário em que a oferta global de petróleo enfrenta desafios causados pela guerra no Irã, o Brasil atingiu, em março, recorde na produção de petróleo e gás.
Em março, que coincidiu com o primeiro mês da guerra desencadeada por ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã, o Brasil produziu 5,531 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d). O recorde anterior pertencia a fevereiro, com 5,304 milhões de boe/d.
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Boe é uma unidade de medida que padroniza o volume de gás natural e petróleo, convertendo o gás para o valor energético equivalente a um barril de petróleo bruto. Dessa forma, é possível somar a produção.
Os dados sobre produção foram divulgados nesta segunda-feira (4) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão regulador do setor, vinculado ao Ministério de Minas e Energia.
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Produção separada
Ao longo de março, foram extraídos 4,247 milhões barris por dia, o que representa acréscimo de 4,6% na comparação com fevereiro e de 17,3% ante março de 2025.
Já a produção de gás natural foi de 204,11 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), expansão de 3,3% em relação ao mês anterior e de 23,3% ante março do ano passado.
O boletim mensal da ANP revela que a produção de óleo cru e gás no pré-sal somou 4,421 milhões de barris de óleo equivalente por dia. O volume também é recorde, subindo 3,6% ante fevereiro e 19% na comparação com o mesmo mês de 2025.
O pré-sal, poços produtivos a cerca de 2 mil metros de profundidade da lâmina d'água, representa 79,9% da produção brasileira.
O campo de Búzios, na Bacia de Santos, litoral do Sudeste do país, é o campeão de produção de petróleo, com 886,43 mil barris por dia. O campo com maior produção de gás natural é o Mero, também no pré-sal de Santos, com 42,06 milhões de m³/d.
Os campos operados pela Petrobras, seja sozinha ou em consórcio, produziram 88,23% de tudo o que foi extraído no mês passado no país.
A plataforma da Petrobras Almirante Tamandaré, em Búzios, foi a estrutura que mais ajudou na extração, com 186 mil barris de petróleo por dia.
Reforço em maio
Para o mês de maio, o Brasil conta com reforço na produção de óleo cru e gás natural. Na última sexta-feira (1º) a Petrobras informou que iniciou a produção da plataforma P-79, ancorada em Búzios.
O começo da produção foi antecipado em três meses. A estrutura tem capacidade para produzir 180 mil barris de óleo e de compressão de gás de 7,2 milhões de metros cúbicos (m³) diários.
Choque do petróleo
Após o início da guerra no Oriente Médio, a Petrobras tem buscado aumentar a produção de óleo e gás no país, de forma a diminuir a dependência do mercado externo.
Por causa do conflito, o transporte de óleo sofreu interrupções no Estreito de Ormuz, passagem marítima no sul do Irã que liga os golfos Pérsico e de Omã. Por lá passavam, antes da guerra, cerca de 20% da produção mundial de petróleo. O bloqueio de Ormuz tem sido uma das retaliações exercidas pelo Irã.
Com menos óleo circulando pela cadeia de logística, o preço do barril e dos derivados vivenciou uma escalada nós últimos dois meses. No período, o barril do Brent (referência internacional) saltou de aproximadamente US$ 70 para US$ 114.
Como o petróleo é uma commoditie – mercadoria negociada em preços internacionais ─, a escassez representa aumento de preço até em países produtores, como é o caso do Brasil.
O governo brasileiro tem tomado iniciativas para conter a escalada dos derivados de petróleo. Entre as ações estão a isenção de cobrança de impostos e subsídio a produtores e importadores.
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