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巴西资讯巴西宏观市场2026年4月1日

巴西石油公司研究五年内实现柴油完全自给

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Petrobras estuda fazer Brasil autossuficiente em diesel em até 5 anos

巴西国家石油公司总裁Magda Chambriard近日表示,公司正重新评估其商业计划,研究在五年内将柴油自给率从当前计划的80%提升至100%的可能性,以应对进口依赖和价格波动风险,具体措施包括扩大主要炼油厂产能及调整生产结构。

为什么值得关注

此举旨在降低巴西能源对外依赖,增强国内经济与物流体系的抗风险能力。

巴西国家石油公司总裁Magda Chambriard于本周三(1日)在圣保罗的一场能源活动中宣布,公司正在研究在五年内实现巴西柴油生产完全自给自足的可能性。目前巴西约30%的柴油消费依赖进口,而公司的原商业计划目标是在五年内通过每日增产约30万桶柴油,满足国内80%的需求。Chambriard表示,Petrobras正在重新审视该计划,探讨是否有可能将目标提升至100%自给。这一举措旨在降低巴西对进口柴油的依赖,应对因国际冲突导致的能源安全风险及国内柴油价格飙升问题。 Magda Chambriard在由CNN Brasil电视网举办的活动中解释,公司的商业计划通常于每年11月公布,而新一轮的讨论将于5月开始。她表示,实现柴油自给的目标“很有可能”,因为“Petrobras喜欢挑战”,公司有可能制定一个新的商业计划来实现这一目标。为实现产能提升,Petrobras计划采取一系列具体措施。其中一项关键行动是扩大位于累西腓大都市区伊波茹卡的阿布雷乌和利马炼油厂的产能。该炼油厂当前设计的柴油日产量为23万桶,通过扩建和改造,目标是将日产量提升至30万桶。另一项重要举措是提升位于里约热内卢的杜克卡西亚斯炼油厂的产量。该厂将与博阿文图拉能源综合体结合,从而将其当前的柴油日产能从24万桶提升至约35万桶。此外,Chambriard透露,公司正在其所有炼油厂寻求提高产量。例如,在位于圣保罗的四家炼油厂,正在进行工厂改造,以减少燃料油的产量,并优先生产柴油。她强调:“柴油是国家发展的主要燃料。我们增加柴油产量,汽油也会随之而来,这是Petrobras的两种主要产品。”推动这一计划的重要因素是近期柴油价格的显著上涨。根据国家石油、天然气和生物燃料管理局的监测数据,从2月28日伊朗战争开始到3月22日结束的一周内,巴西S10柴油价格上涨了约23%。仅在3月14日,Petrobras就实施了每升0.38雷亚尔的调价。为应对价格上涨,巴西政府已采取了一些措施,包括将适用于燃料的两项联邦税收税率降至零,以及对柴油生产商和进口商提供补贴。目前,政府还在进行谈判,计划与各州一起为每升燃料提供1.20雷亚尔的补贴。本周三,Petrobras销售的另一种燃料航空煤油价格也调整了55%,该燃料约占航空公司成本的30%。当前的中东冲突发生在石油生产国和战略路线集中的地区,例如全球约20%石油产量通过的霍尔木兹海峡,这导致了石油产业链的扭曲和全球市场价格上涨。在本周三,作为国际价格基准的布伦特原油交易价格略高于101美元每桶,而在战前,石油价格接近70美元。Magda Chambriard的表态表明,巴西正试图通过强化本国炼油能力,来缓冲国际地缘政治动荡对国内能源市场和经济发展带来的冲击。
CBI 观察编辑判断

巴西石油公司提升柴油自给率的计划,直接回应了国际冲突引发的价格波动与供应链风险。该计划若得以实施,将显著改变巴西的能源贸易结构,并可能影响全球柴油市场的区域供需格局。

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信息概要

类型
企业动态
方向
巴西
分类
宏观市场
层级
编辑整理
地点
巴西石油公司、巴西炼油行业、柴油进口商、运输与物流业、国际能源贸易商、生物柴油生产商
核验
待核验
对象
投资者贸易商对巴西感兴趣的普通读者
话题
企业动态行业趋势政策

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Petrobras estuda fazer Brasil autossuficiente em diesel em até 5 anos
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Petrobras estuda fazer Brasil autossuficiente em diesel em até 5 anos

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta quarta-feira (1º) que a empresa estuda a possibilidade de fazer o país ser autossuficiente na produção de óleo diesel dentro de cinco anos. O combustível enfrenta uma escalada recente de preço global por causa da guerra no Irã. Atualmente o Brasil precisa importar cerca de 30% do óleo diesel consumido no país, um derivado do petróleo utilizado por caminhões, ônibus e tratores. Notícias relacionadas: Irã incendeia petroleiro gigante perto de Dubai após alertas de Trump. Guerra expõe risco energético do Brasil, diz ex-chefe da Petrobras. Petrobras descobre petróleo em Marlim Sul, no pré-sal de Campos. Chambriard explicou que o plano de negócios da companhia tinha como objetivo o “ideal” de chegar a 80% da demanda, com expansão de cerca de 300 mil barris de diesel por dia em cinco anos. “Estamos revendo esse plano e nos perguntando se podemos chegar a 100% em cinco anos”, afirmou ela, durante um evento sobre energia promovido pela rede de TV CNN Brasil, em São Paulo. “Muito provavelmente, porque a Petrobras adora desafios, quem sabe a gente chega com a possibilidade de ter um novo plano de negócios capaz de entregar a autossuficiência do Brasil em diesel”, completou. O plano de negócios da companhia começará a ser discutido em maio, segundo adiantou a presidente da estatal. A divulgação costuma ser em novembro. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Refinarias De acordo com Magda Chambriard, a expansão da produção de diesel pela Petrobras pode ser alcançada com uma série de ações já em curso. Uma delas é a expansão da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Ipojuca, região metropolitana do Recife. Magda explicou que a refinaria foi projetada para entregar 230 mil barris de diesel por dia, mas com ampliações e renovações chegará a 300 mil barris diários. Outro ponto de ação é o aumento de produção de Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro, que, associada ao Complexo de Energias Boaventura (antigo Comperj), terá a capacidade atual de 240 mil barris por dia alçada para cerca de 350 mil. A presidente da Petrobras informou que a busca por mais produção está sendo feita em todas as refinarias da empresa. Ela citou que, nas quatro localizadas em São Paulo, estão sendo feitas adaptações nas plantas para reduzir a produção de óleo combustível (usado em fornos, caldeiras e motores de turbinas de termelétricas) e priorizar a entrega de diesel. “Diesel é o combustível mote do desenvolvimento nacional. A gente aumentando [a produção de] diesel, a gasolina vem junto, os dois principais produtos Petrobras”, afirmou. Preço do diesel Do início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro, até a semana terminada em 22 de março (dado mais recente), o preço do óleo diesel S10 (menos poluente) subiu cerca de 23% no país, de acordo com o painel de acompanhamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão regulador do setor. No último dia 14, a Petrobras colocou em prática um reajuste de R$ 0,38.  O governo tomou medidas para frear a alta, como a zeragem das alíquotas dos dois tributos federais que incidem sobre o combustível (PIS e Cofins), além de subvenção (espécie de reembolso) para produtores e importadores do óleo. Há ainda negociações para que, junto dos estados, o Poder Público aplique subsídio de R$ 1,20 por litro do combustível. Nesta quarta-feira, outro combustível vendido pela Petrobras, o querosene de aviação (QAV), sofreu reajuste de 55%. O QAV responde por cerca de 30% do custo das companhias aéreas. Guerra e petróleo O conflito no Oriente Médio acontece em uma região que concentra países produtores de petróleo e rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz ─ por onde passam 20% da produção mundial ─, o que levou distorções à cadeia de petróleo e escalada de preços no mercado global. Nesta quarta-feira, o preço do barril tipo Brent (referência internacional de preço) está sendo negociado pouco acima de US$ 101 (cerca de R$ 520). Antes da guerra, o óleo era cotado perto de US$ 70.

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