巴西资讯巴西中巴合作2026年3月26日
研究显示巴西中产阶级成创业主力,专家呼吁区分创业类型
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Classe C é a que mais se dedica ao empreendedorismo, diz estudo
Instituto Locomotiva与巴西小微企业支持服务局(Sebrae)合作的研究显示,巴西近一半的创业者属于C类中产阶级,创业动机从临时替代收入转变为追求社会地位上升和自主性。专家强调需区分创新性创业与为生存而创业,后者在失业率高、非正规性严重的背景下常见,难以推动国家发展。
为什么值得关注
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根据研究机构Instituto Locomotiva与巴西小微企业支持服务局(Sebrae)合作进行的一项研究,巴西近一半的创业者或企业主属于被称为中产阶级的C类人群。该研究指出,创业在巴西已从临时的替代收入来源,转变为一种基于社会地位上升渴望和正式雇佣制度(CLT)工作地位丧失的“工作抱负”。Sebrae主席Décio Lima与圣保罗社会学与政治学院基金会(FESPSP)的经济学家Euzébio de Sousa分别就创业环境的质量与类型进行了分析。
这项研究揭示了巴西创业活动的主要驱动力和社会经济结构。数据显示,灵活性、自主性和对更高收入的期望是巴西人选择创业活动的主要因素。对于许多人而言,开创自己的事业意味着可能获得更好的生活条件,避免长时间工作、疲惫的通勤,甚至是有毒的工作环境。Sebrae主席Décio Lima在一份声明中强调,小微企业部门的增长依赖于“必要的激励和法律环境”,需要通过保障信贷、创新和培训机会的公共政策来提高这些企业的生产力和竞争力。他同时指出,拥有自己事业的梦想激励着数百万巴西人,他们不仅努力养活自己和家人,还创造就业和收入,促进社会包容,动员全国各地的社区。然而,在分析这些数据时,经济学家兼研究员Euzébio de Sousa提出了更深层次的思考。他强调创业对国家发展至关重要,但主张必须提升业务质量,并对创业活动进行区分。Sousa明确指出,并非所有的公司税号(CNPJ)注册、自营职业或服务提供都可以自动视为创业精神的体现。他区分了三种情况:一是与创新和扩大生产能力相关的真正创业;二是通过“pejotização”(一种伪装成自主的从属工作形式)组织的形式;三是通常被称为“必要性创业”的仅维持生计的活动。Sousa进一步解释,“必要性创业”通常发生在一个人因在劳动力市场找不到满意选择而被迫创业的背景下,这种情况在失业率高、非正规性严重、工资低、工作不稳定和缺乏社会保障的环境中尤为常见。在他看来,创业“不能源于贫困或缺乏替代方案”。他警告说,当创业源于此,就不是能够促进发展的创新性创业,而是在严重社会和职业不稳定背景下的防御性生存策略。这一分析将巴西的创业现象置于更广阔的社会经济图景中,揭示了在创业热潮背后,存在着因劳动力市场缺陷而催生的生存型活动与真正具有创新和发展潜力的企业之间的本质区别。研究虽然未明确给出具体时间,但其结论对于理解当前巴西的经济活力与社会结构具有重要参考价值。
CBI 观察编辑判断
该研究揭示了巴西创业活动的双重性:一方面是中产阶级基于发展抱负的主动选择,另一方面也暴露了劳动力市场问题催生的“必要性创业”。这提示政策制定需精准区分,既要激励创新,也需解决就业市场的根本性问题。
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- 来源
- Agência Brasil — Economia
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- Classe C é a que mais se dedica ao empreendedorismo, diz estudo
- 原始语言
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- 编辑
- Clara Lin
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Classe C é a que mais se dedica ao empreendedorismo, diz estudo
Quase metade dos empreendedores ou donos de negócios do Brasil pertencem à classe C, chamada classe média. Isso é o que aponta um estudo elaborado pelo Instituto Locomotiva, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
De acordo com o estudo, o empreendedorismo, antes visto como uma fonte alternativa de renda momentânea ou emergencial, “tem se consolidado como uma aspiração de trabalho, fundamentada no desejo da ascensão social e, ao mesmo tempo, na perda de status do trabalho em regime de CLT”.
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A flexibilidade, a autonomia e a expectativa de ganhos superiores têm sido os principais fatores para a escolha pela atividade. Para os interessados, abrir o próprio negócio pode oferecer melhores condições de vida e evitar longas jornadas de trabalho, deslocamentos exaustivos e, por vezes, ambientes de trabalho tóxicos ou abusivos.
“O sonho de ser dono do próprio negócio motiva milhões de homens e mulheres que lutam para manterem a si e suas famílias. E não apenas isso, mas geram emprego e renda e criam inclusão social, mobilizando comunidades inteiras em todo o país”, disse Décio Lima, presidente do Sebrae, em nota.
Lima destaca que o crescimento do setor depende de "fomento e o ambiente legal necessário para ampliar a produtividade e competitividade dessas empresas com políticas públicas que garantam acesso a crédito, inovação e capacitação".
Ao analisar os dados, o economista e pesquisador Euzébio de Sousa, da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), reforçou que o empreendedorismo é fundamental para o desenvolvimento do país, e defendeu qualificação do negócio.
“Nem toda abertura de CNPJ, nem todo trabalho por conta própria, nem toda prestação de serviços pode ser tomada automaticamente como expressão de iniciativa empreendedora. É necessário distinguir o empreendedorismo propriamente dito, associado à inovação e à ampliação da capacidade produtiva, das formas de trabalho subordinado disfarçadas de autonomia, muitas vezes organizadas por meio da pejotização, e também das atividades de mera subsistência que costumam ser chamadas de empreendedorismo por necessidade”, disse à Agência Brasil.
O empreendedorismo por necessidade, destacou Sousa, costuma ocorrer quando a pessoa abre um negócio por não ter encontrado opção satisfatória no mercado de trabalho, "situação comum em contextos de desemprego, informalidade elevada, baixos salários, precarização do trabalho e ausência de proteção social”.
Em sua visão, o empreendedorismo “não pode decorrer da pobreza ou da ausência de alternativas”.
“Quando isso ocorre, não se está diante do empreendedorismo inovador capaz de promover desenvolvimento, mas de estratégias defensivas de sobrevivência em um contexto de forte precariedade social e ocupacional”, explicou.
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