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巴西资讯巴西宏观市场2026年3月23日

巴西司法部设值班岗协调全国检查,打击加油站燃油价格滥用

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MJSP faz plantão para atender Procons contra aumento de combustível

巴西司法和公共安全部将于3月25日设立值班岗,协调各州、市消费者保护机构(Procons)对加油站燃油价格滥用行为进行全国性检查,旨在统一行动标准并确保法律效力。

为什么值得关注

协调全国监管行动,打击燃油市场不当涨价,维护消费者权益与市场公平。

巴西司法和公共安全部(MJSP)宣布,将于3月25日(周三)设立值班岗,以协调全国各州和市的消费者保护与维权计划(Procons)针对加油站柴油和汽油价格滥用性上涨的检查行动。国家消费者秘书处(Senacon)将为此提供指导,并已在本周一(23日)与全国200个Procons举行了远程会议。此举旨在统一检查程序,打击不当涨价行为,保障消费者权益。 巴西司法和公共安全部(MJSP)将通过其下属的国家消费者秘书处(Senacon)设立值班岗,首个值班岗于3月25日启动。该值班岗旨在接待并协调正在全国范围内检查加油站燃油价格滥用行为的各州、市消费者保护机构(Procons)。秘书处负责人Ricardo Morishita Wada表示,此举是为了协调检查行动,确保一致性和法律安全性,并使发出的违规通知能有效执行。 秘书处还准备以问答形式(FAQ)向各地Procons提供全国性检查的指导。Wada期望统一Procons的程序,例如规定通知后48小时内实施制裁的期限,但同时强调尊重联邦原则,不干涉州和市级机构的自主权。此外,秘书处还协调了包含州和市级代表的技术小组,共同对燃油分销商和炼油厂进行检查。 根据上周五(3月20日)发布的报告,州、市级Procons以及国家石油局(ANP)已对全国25个州、179个城市的1,180个加油站进行了检查。Wada在新闻发布会上透露,上周检查中发现一个加油站将柴油价格提高了三倍(300%),他认为这属于利润率的不当提升,而非成本上涨所致。根据巴西《消费者保护法》第39条第10款,无正当理由提高价格是被禁止的。 燃油价格的滥用性上涨和加油站可能存在的卡特尔行为,最初是在二月底美国与以色列冲突引发伊朗局势紧张后被消费者和各地Procons观察到的。国家消费者秘书处(Senacon)负责协调国家消费者保护系统,该系统汇集了Procons及其他负责监管市场并对违反《消费者保护法》的公司采取行政措施的机构。 在3月23日举行的远程会议上,来自全国所有地区的200个Procons参会。会上确认了滥用价格行为有所减少,但秘书处负责人Wada未提供具体的下降数值或百分比。目前,检查行动在覆盖首都和大都市区后,已开始向内陆地区扩展。 此次设立值班岗和提供统一指导,标志着巴西联邦政府试图加强在全国范围内打击燃油价格滥用行为的协调力度。通过统一程序(如48小时制裁期限)和技术小组的联合检查,旨在提升监管行动的效率和威慑效果。 秘书处负责人Wada强调,巴西实行价格自由制度,但“价格自由不是实施滥用的自由”。滥用行为被定义为利润率的不当提高,且无法用成本上升来证明。后续,值班岗的运作和FAQ指南的实际应用,将直接影响全国41,000个加油站的检查效率和处罚一致性,对维护燃油市场秩序和消费者权益具有持续影响。
CBI 观察编辑判断

巴西政府通过设立中央协调机制,试图解决各地消费者保护机构执法标准不一的问题。检查中发现300%的极端涨价案例,凸显了在外部地缘政治事件(如美以冲突影响伊朗局势)冲击下,国内市场监管面临的挑战。

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信息概要

类型
监管变化
方向
巴西
分类
宏观市场
层级
编辑整理
地点
巴西加油站、燃油分销商、炼油厂、消费者、各地消费者保护机构(Procons)
核验
待核验
对象
在巴中资企业贸易商对巴西感兴趣的普通读者
话题
政策合规市场

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
MJSP faz plantão para atender Procons contra aumento de combustível
原始语言
葡萄牙语
原文链接
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

MJSP faz plantão para atender Procons contra aumento de combustível

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) fará plantões para atender os Programas de Proteção e Defesa do Consumidor (Procons) dos estados e municípios que estão fiscalizando os postos de combustível por causa de aumento abusivo nas bombas de diesel e gasolina. O primeiro plantão será na quarta-feira (25). A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) também prepara orientações aos Procons em formato de pergunta e resposta (FAQ, sigla para Frequently Asked Questions) para instruir a fiscalização em todo o país. Notícias relacionadas: Governo fiscalizou 1,1 mil postos de combustíveis para evitar abusos. Energia nuclear é estratégica para soberania, defende indústria. Gás do Povo chega a 15 milhões de famílias com nova expansão. Segundo o secretário Ricardo Morishita Wada, os plantões e a publicação visam “harmonizar [a atuação da fiscalização] para garantir consistência e segurança jurídica, e para que esses autos [notificações emitidas aos postos] possam produzir os seus efeitos.” A expectativa de Morishita Wada é conseguir uniformizar procedimentos dos Procons – como, por exemplo o prazo de 48h para aplicação de sanções após as notificações, sem interferir na autonomia dos órgãos estaduais e municipais, “com respeito ao princípio federativo” – garantiu em entrevista coletiva na sede do MJSP em Brasília. As fiscalizações de distribuidoras e refinarias serão articuladas por grupos técnicos, também com representantes estaduais e municipais. A Senacon coordena o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor que reúne os Procons e outros órgãos que fiscalizam o mercado e aplicam medidas administrativas contra empresas que desrespeitam o Código de Defesa do Consumidor. Nesta segunda-feira (23), a secretaria coordenou reunião remota com 200 Procons de todas as regiões. Conforme Morishita Wada, na reunião teria sido identificado a redução da prática de preços abusivos. O secretário, no entanto, não apresentou na entrevista coletiva valores ou percentuais de queda de preço observados. Abuso de 300% O Artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor, no Inciso 10, proíbe o aumento do preço de produtos ou serviços sem motivos justificáveis. De acordo com o secretário, “não há problema” para os donos de postos que façam repasses de aumento de preço, mas que mantenham a mesma margem de lucro. “Nós temos um regime de liberdade de preços. Só que a liberdade de preços não é liberdade para cometer abusos. O que é o abuso? O abuso é essa elevação de margem de lucro que não seja lastreada, que não seja representativo de custo”, assinalou Morishita Wada. Conforme o secretário, um posto de combustível (não identificado), fiscalizado na semana passada, chegou a triplicar o valor do diesel na bomba. “Nós tivemos um caso que foi 300% de aumento. Isso não é custo, porque não se demonstra custo de 300% de aumento. O que houve foi uma elevação da margem de lucro.” De acordo com Morishita Wada, as fiscalizações continuam em todo o país e depois de percorrer postos nas capitais e regiões metropolitanas começam a visitar postos no interior. De acordo com balanço publicado na última sexta-feira (20), os Procons estaduais e municipais e a Agência Nacional do Petróleo (ANP) percorreram 179 municípios em 25 estados e estiveram 1.180 postos – de um universo de 41 mil postos. O aumento abusivo de preço de combustível e o funcionamento de cartéis de postos foi observado por consumidores e pelos Procons após o início do conflito provocado pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã no final de fevereiro. *Com informações da TV Brasil e da Rádio Nacional

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