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巴西资讯双边贸易物流2026年5月8日

巴西4月对华出口猛增32.5%,对美出口连降9个月,中资贸易商需关注关税分流效应

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Com tarifas, exportações para Estados Unidos caem 11,3% em abril

2026年4月巴西对华出口同比增长32.5%至116.1亿美元,对美出口则因特朗普关税连续第9个月下滑,中资企业应关注巴西出口流向变化及原油价格波动对采购成本的影响。

为什么值得关注

巴西对华出口猛增32.5%与对美出口连降9个月形成鲜明对比,直接影响在巴中资贸易商、采购商及能源企业的定价、库存和供应链决策。

巴西发展、工业、贸易和服务部(Mdic)下属外贸秘书处(Secex)5月7日公布数据显示,2026年4月巴西对华出口同比增长32.5%至116.1亿美元,同期对美出口下降11.3%至31.21亿美元,为美国特朗普政府征收50%附加税以来连续第9个月下滑。巴西对华贸易顺差达55.6亿美元,而对美顺差仅2000万美元。对于在巴西从事大宗商品贸易、农产品采购及制造业的中资企业而言,这一结构性分化意味着供应链布局和定价策略需重新评估。 根据Secex数据,2026年4月巴西对华出口额从2025年同期的87.63亿美元跃升至116.1亿美元,增幅32.5%;同期从中国进口增长20.7%至60.54亿美元。1至4月累计,巴西对华出口同比增长25.4%至356.1亿美元,进口微降0.4%至239.6亿美元,累计顺差116.5亿美元。与此形成对比的是,巴西对美出口已连续9个月下降,4月出口额31.21亿美元低于去年同期的35.17亿美元,进口也下降18.1%至30.97亿美元。Mdic估计,仍有22%的巴西出口产品受限于2025年7月实施的关税,包括40%附加税及叠加10%基础税率的商品。 对在巴中资企业而言,这一数据直接传导至多个业务环节。首先,从事大豆、铁矿石、原油等大宗商品贸易的中资进口商,需关注巴西对华出口激增背后可能出现的供应紧张或溢价。Secex外贸统计与研究主任Herlon Brandão指出,4月巴西原油出口量同比下降10.6%,但因平均价格上涨23.7%,出口额反而增长超过10%。Brandão认为出口量下降与国际市场波动有关,而非巴西政府为降低柴油价格设立的出口税所致,并预计5月出口可能回升。中资能源企业应密切跟踪巴西原油出口配额及价格走势,以调整采购节奏。其次,在巴西从事制造业或基建的中资企业,若依赖从美国进口中间品或设备,需注意巴西对美进口下降18.1%可能反映供应链受阻或成本上升,需评估替代来源。 CBI解读认为,底稿数据清晰表明巴西贸易重心正加速从美国向中国转移,这一趋势在特朗普关税持续背景下可能进一步强化。但需注意,巴西对华出口高增长部分受益于中国需求韧性及巴西农产品、矿产品的价格优势,并非完全由关税替代效应驱动。Brandão关于原油出口量下降与出口税无关的表态,暗示巴西政府短期内不会调整相关税收政策,中资企业可暂不将出口税风险纳入定价模型。此外,巴西对美出口虽连续下降,但4月出口额重新站上30亿美元,显示底部可能正在形成,中资企业不宜过度押注美国市场完全萎缩。 待观察的跟踪点包括:一是5月巴西对美出口数据是否延续恢复趋势,若出口额持续低于30亿美元,可能触发Mdic进一步调整关税豁免清单;二是巴西原油出口量在5月能否如Brandão预期回升,若持续下降将影响中资炼厂采购计划;三是中国对巴西农产品采购是否在二季度末出现季节性放缓,需关注中国海关总署月度进口数据。
CBI 观察编辑判断

底稿数据表明巴西贸易流向正在结构性调整,但CBI认为中资企业应区分短期需求波动与长期趋势:原油出口量下降但价格上升,说明市场供需关系而非政策主导;对美出口底部企稳信号需再观察1-2个月数据。

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信息概要

类型
市场数据
方向
双边
分类
贸易物流
层级
编辑整理
地点
大宗商品贸易商、农产品采购商、制造业中资企业、能源企业
核验
待核验
对象
在巴中资企业贸易商出口商
话题
贸易政策行业趋势

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Com tarifas, exportações para Estados Unidos caem 11,3% em abril
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Com tarifas, exportações para Estados Unidos caem 11,3% em abril

As exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 11,3% em abril na comparação com o mesmo mês do ano passado, enquanto as vendas para a China cresceram 32,5% no período. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (7) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). As vendas para os Estados Unidos somaram US$ 3,121 bilhões em abril deste ano, ante US$ 3,517 bilhões registrados em abril de 2025. As importações de produtos norte-americanos caíram 18,1%, passando de US$ 3,780 bilhões para US$ 3,097 bilhões. Notícias relacionadas: Governo Federal repassou 94% do Auxílio Reconstrução para o RS. Balança comercial tem superávit recorde para meses de abril. CNU 2025: nova portaria autoriza nomeação de 172 aprovados. Com esses números, a balança comercial entre Brasil e Estados Unidos fechou abril com superávit de US$ 20 milhões para o lado brasileiro. Tarifas pesam Esta foi a nona queda consecutiva nas exportações brasileiras ao mercado norte-americano desde a imposição da sobretaxa de 50% aplicada pelo governo do presidente dos EUA, Donald Trump, em meados de 2025. Apesar da retirada de parte dos produtos brasileiros da lista tarifária no fim do ano passado, o Mdic estima que 22% das exportações brasileiras continuem sujeitas às taxas impostas em julho de 2025. O grupo inclui itens submetidos apenas à tarifa adicional de 40% e também produtos que acumulam a alíquota extra com a taxa-base de 10%. Segundo o diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Brandão, os números indicam uma recuperação gradual do fluxo comercial. “Ainda observamos redução da exportação, mas ele vem se recuperando ao longo dos meses. Neste ano, superamos US$ 3 bilhões após vários meses abaixo desse patamar”, afirmou. Avanço chinês Na direção oposta, as exportações brasileiras para a China cresceram 32,5% em abril, alcançando US$ 11,610 bilhões, contra US$ 8,763 bilhões no mesmo mês de 2025. As importações vindas do país asiático também avançaram, com alta de 20,7%, passando de US$ 5,018 bilhões para US$ 6,054 bilhões. O resultado garantiu ao Brasil um superávit comercial de US$ 5,56 bilhões com a China no quarto mês do ano. De janeiro a abril, as exportações brasileiras para o mercado chinês cresceram 25,4%, totalizando US$ 35,61 bilhões. As importações tiveram leve queda de 0,4%, somando US$ 23,96 bilhões. Com isso, o superávit brasileiro com a China no período atingiu US$ 11,65 bilhões. Petróleo recua O diretor da Secex também comentou a queda nas exportações brasileiras de petróleo bruto registrada no mês passado. Segundo Herlon Brandão, o movimento está relacionado à volatilidade do mercado internacional e não ao imposto de exportação criado pelo governo para financiar a redução do preço do diesel. A medida foi adotada em meio à alta internacional do petróleo provocada pela guerra no Irã. “É possível que observemos esse aumento de novo no mês seguinte. Então acredito que não seja possível atribuir uma questão do imposto de exportação de petróleo bruto”, disse. Brandão afirmou ainda que o Brasil mantém competitividade no setor petrolífero devido ao baixo custo de produção e à forte demanda externa, o que pode favorecer uma retomada das exportações já em maio. Em abril, as exportações de petróleo bruto subiram mais de 10% em relação a abril do ano passado, mas a alta tem a ver com o aumento de 23,7% dos preços médios, influenciados pela guerra no Oriente Médio. O volume exportado recuou 10,6% no último mês, segundo a Secex.

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