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巴西资讯巴西贸易物流2026年5月8日

巴西4月顺差105亿美元创纪录,大豆石油拉动中资出口商受益

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Balança comercial tem superávit recorde para meses de abril

巴西4月贸易顺差达105.37亿美元,创历史同期新高,大豆和石油出口强劲增长,中资企业在大宗商品贸易和汽车进口领域面临机遇与竞争。

为什么值得关注

4月顺差创纪录,大豆和石油出口强劲,中资贸易商和汽车进口商面临订单增长与政策风险并存的局面。

巴西发展、工业、商业和服务部(Mdic)于5月7日公布,受大豆和石油出口大幅增长推动,巴西4月贸易顺差达到105.37亿美元,较2025年同期增长37.5%,创下自1989年有记录以来4月份的最高值。当月出口额341.48亿美元、进口额236.11亿美元,均为4月历史新高。对于在巴西从事大宗商品贸易的中资企业而言,大豆和原油出口量的增长直接意味着采购和物流订单增加,但原油出口量下降10.6%却因中东战争推高价格而实现金额增长,这一结构性变化值得关注。 Mdic数据显示,4月出口同比增长14.3%,主要拉动项包括大豆(+18.8%)、原油(+10.6%)和铁矿石(+19.5%)。大豆出口额增加11.05亿美元,原油增加4.59亿美元。值得注意的是,原油出口量实际下降10.6%,但受中东局势影响平均价格上涨23.7%,量减价增的格局与3月中旬实施的12%临时出口税有关。进口方面,汽车进口同比暴增109.9%,燃料进口增长37.3%,电子管增长27.3%。前四个月累计顺差247.82亿美元,同比增长43.5%,为历史第二高。Mdic预测2026年全年顺差721亿美元,出口3642亿美元,进口2802亿美元。 对于在巴西的中资企业,这一数据释放多重信号。首先,大豆和铁矿石出口强劲,直接利好从事农产品和矿产品贸易的中资贸易商及物流企业,尤其是那些与巴西大型出口商有长期合同的公司。其次,原油出口量下降但金额上升,提示中资能源企业需关注巴西临时出口税政策变化对采购成本的影响,以及中东地缘风险对定价权的传导。第三,汽车进口激增109.9%,意味着中国品牌汽车在巴西市场份额可能进一步扩大,但同时也面临本地化生产和关税合规压力。底稿未涉及中资企业直接影响,但通过大宗商品价格传导和进口竞争加剧,中资企业需重新评估供应链和定价策略。 CBI解读认为,底稿数据表明巴西出口结构正经历“量价分化”:大豆和铁矿石量价齐升,原油则量减价增。这一分化背后,临时出口税和地缘政治是核心变量。CBI观察,巴西2026年全年顺差预测721亿美元,若实现将创历史新高,但前提是大宗商品价格不出现大幅回调。对比2024年同期顺差269.25亿美元,今年前四个月247.82亿美元已接近该水平,显示巴西贸易基本面强劲。然而,进口端汽车和燃料的快速增长可能挤压顺差空间,尤其是汽车进口若持续高增,可能引发巴西政府采取贸易保护措施,如提高关税或设置配额。 待观察方面,一是巴西政府是否会在下半年调整临时出口税政策,特别是针对原油的12%税率;二是汽车进口增速是否持续,若连续三个月超过50%,可能触发CAMEX(巴西外贸委员会)的贸易救济调查;三是大豆出口在5-6月传统旺季能否延续18.8%的增速,这将直接影响中资大豆压榨企业的原料成本。
CBI 观察编辑判断

底稿显示大豆和石油是出口增长主引擎,但原油量减价增揭示出口税和地缘政治的双重影响。CBI认为,中资企业应关注巴西临时出口税调整窗口,以及汽车进口激增可能引发的贸易摩擦。

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信息概要

类型
市场数据
方向
巴西
分类
贸易物流
层级
编辑整理
地点
中资大宗商品贸易商、物流企业、能源企业、汽车进口商
核验
待核验
对象
在巴中资企业贸易商出口商
话题
贸易行业趋势

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Balança comercial tem superávit recorde para meses de abril
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Balança comercial tem superávit recorde para meses de abril

O aumento nas exportações de soja e de petróleo fez a balança comercial registrar o superávit mais alto para meses de abril desde o início da série histórica, divulgou nesta quinta-feira (7) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). No mês passado, as exportações superaram as importações em US$ 10,537 bilhões. O resultado representa alta de 37,5% em relação ao mesmo mês de 2025, quando o superávit ficou em US$ 7,664 bilhões. Desde o início da série histórica, em 1989, o superávit é o terceiro maior para todos os meses, só perdendo para maio de 2023 (US$ 10,978 bilhões) e março de 2023 (US$ 10,751 bilhões). Notícias relacionadas: Indústria nacional varia 0,1% em março e acumula alta de 3,1% em 2026. Mdic define regras para crédito de R$ 21,2 bi do Move Brasil. Copom adota cautela por tensões globais e expectativa da inflação. O valor das exportações e das importações ficou o seguinte: Exportações: US$ 34,148 bilhões, alta de 14,3% em relação a abril do ano passado; Importações: US$ 23,611 bilhões, alta de 6,2% na mesma comparação. Tanto no caso das exportações como das importações, os valores também são recordes para meses de abril desde o início da série histórica. Acumulado Nos quatro primeiros meses do ano, a balança comercial registra superávit de US$ 24,782 bilhões, valor 43,5% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Além da recuperação das commodities (bens primários com cotação internacional), o crescimento deve-se à importação de uma plataforma de petróleo em fevereiro de 2025, operação que não se repetiu em 2026. A composição ficou a seguinte: Exportações: US$ 116,552 bilhões, alta de 9,2% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado; Importações: US$ 91,770 bilhões, alta de 2,5% na mesma comparação. O superávit acumulado é o segundo maior da série histórica, só perdendo para o primeiro quadrimestre de 2024 (US$ 26,925 bilhões). Setores Na distribuição por setores da economia, as exportações em abril variaram da seguinte forma: Agropecuária: +16,1%, com alta de 12,7% no volume e de 3,2% no preço médio; Indústria extrativa: +17,9%, puxada pelo petróleo, com alta de apenas 0,6% no volume e crescimento de 17,2% no preço médio; Indústria de transformação: +11,6%, com alta de 6,8% no volume e de 4,1% no preço médio. Produtos Os principais produtos responsáveis pela alta das exportações em abril foram os seguintes: Agropecuária: soja (+18,8%), algodão (+43,7%); e animais vivos, exceto pescados e crustáceos (+148,4%); Indústria extrativa: óleos brutos de petróleo (+10,6%); minério de ferro (+19,5%); e minérios de cobre (+55%); Indústria de transformação: carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (+29,4%); ouro não-monetário, excluindo minérios de ouro e concentrados (+75,9%); e bombas, centrífugas, compressores de ar e ventiladores (+321,5%). Em valores absolutos, os dois itens que mais puxaram o crescimento mensal foi a soja, com alta de US$ 1,105 bilhão nas exportações em relação a abril do ano passado, motivada pela safra e pela alta nos preços. Em seguida, vem o petróleo bruto, com alta de US$ 458,98 milhões. No caso do petróleo, o volume exportado caiu 10,6%, mas o preço médio subiu 23,7% por causa da guerra no Oriente Médio. A queda no volume está relacionada à alíquota temporária de 12% de Imposto de Exportação de petróleo, imposta em meados de março como medida para segurar a alta dos combustíveis após o início da guerra no Oriente Médio. Apesar do crescimento das exportações agropecuárias, as vendas de café despencaram em março. No mês passado, o Brasil vendeu US$ 177,44 milhões a menos que em abril de 2025 (-14,2%). A queda deveu-se à redução de 13,4% no preço médio. Importações Em relação às importações, a alta está vinculada principalmente a veículos, cujas compras do exterior subiram US$ 654,33 milhões em abril na comparação com o mesmo mês de 2025. Na divisão por categorias, os principais produtos são os seguintes: Agropecuária: soja (+165,3%); pescados (+11,1%); e frutas não oleaginosas (+8,9%); Indústria extrativa:  óleos brutos de petróleo (+26,4%); e linhita e turfa (+147,9%); Indústria de transformação: automóveis de passageiros (+109,9%); combustíveis (+37,3%); e válvulas e tubos termiônicos (+27,3%). Projeções Para este ano, o Mdic projeta superávit comercial de US$ 72,1 bilhões, alta de 5,9% em relação ao resultado positivo de US$ 68,1 bilhões em 2025. Segundo o ministério, as exportações deverão encerrar o ano em US$ 364,2 bilhões, alta de 4,6% em relação a 2025. As importações deverão chegar a US$ 280,2 bilhões em 2026, aumento de 4,2% na comparação com o ano passado. As projeções oficiais para a balança comercial são atualizadas trimestralmente. Segundo o Mdic, novas estimativas mais detalhadas sobre exportações, importações e saldo comercial de 2026 serão divulgadas em julho. O recorde de superávit foi registrado em 2023, quando o resultado positivo ficou em US$ 98,9 bilhões. As estimativas do Mdic estão menos otimistas que a das instituições financeiras. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com analistas de mercado, a balança comercial encerrará o ano com superávit de US$ 75 bilhões, projeção que subiu após o início da guerra no Oriente Médio.

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