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巴西资讯巴西金融监管2026年5月13日

巴西3月零售额创历史新高,IT设备与燃料领涨中资可关注

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Com queda do dólar, comércio cresce 0,5% em março e amplia recorde

巴西3月零售额环比增长0.5%创历史新高,美元贬值推动IT设备进口销售激增5.7%,燃料行业收入增长11.4%,但超市板块受通胀拖累下滑1.4%,中资企业需关注行业分化与汇率传导效应。

为什么值得关注

巴西零售额创历史新高,美元贬值推动IT设备进口销售激增5.7%,中资电子产品和燃料企业面临成本下降与需求回暖的双重窗口。

巴西地理与统计研究所(IBGE)4月13日发布月度贸易调查显示,3月零售额环比增长0.5%,连续第三个月上升并创历史新高,同比去年3月增长4%,12个月累计增长1.8%。美元贬值是主要推动力——3月平均汇率为5.23雷亚尔/美元,较去年同期的5.75雷亚尔/美元下降约9%。对于在巴西经营的中资企业,尤其是从事IT设备、通信产品及燃料相关业务的企业,这一数据意味着进口成本下降和消费需求回暖的窗口期正在打开。 IBGE调查的8个行业中,5个实现环比增长:办公、IT和通信设备(5.7%)、燃料和润滑油(2.9%)、其他个人和家用物品(2.9%)、书籍、报纸、杂志和文具(0.7%)、药品、医疗、骨科和香水用品(0.1%);纺织品、服装和鞋类持平(0%);家具和家电(-0.9%);超市、食品、饮料和烟草(-1.4%)。分析师Cristiano Santos指出,IT设备增长与美元兑雷亚尔贬值、进口商品价格下降直接相关;燃料行业尽管因中东战争价格上涨,但需求未降,收入月度增长11.4%。超市板块下滑则归因于通胀抑制当期消费,但Santos认为1月(+0.3%)和2月(+1.4%)的连续增长表明并非趋势性衰退。广义零售(含批发)环比增长0.3%,12个月累计增长0.2%。 对于在巴西的中资企业,这一数据释放了多重信号。首先,IT和通信设备类别的强劲增长(5.7%)直接利好从事电子产品进口、分销或本地组装的中资公司——美元贬值降低了采购成本,而消费端需求仍在扩张。其次,燃料和润滑油行业收入增长11.4%,尽管价格上涨,但需求韧性超出预期,中资能源贸易商或加油站运营商可评估库存策略与定价空间。第三,超市、食品、饮料和烟草板块下滑1.4%,中资食品加工或零售企业需警惕通胀对低端消费的压制,但短期波动不应被视为长期趋势。底稿未涉及中资企业直接影响,但通过汇率传导、进口成本变化和行业需求分化,上述领域的中资参与者将间接受到波及。 CBI解读认为,底稿数据表明巴西消费市场正经历“结构性分化”:美元贬值利好进口依赖型行业(IT设备、个人用品),而通胀压力则侵蚀必需消费品(超市)的销量。CBI观察,这一格局与2025年10月以来的零售上升趋势一致,但地缘政治风险(中东战争)对燃料价格的推升可能在未来数月传导至其他行业成本。横向对比,巴西零售业在2024年同期曾因高利率和汇率波动陷入停滞,当前0.5%的环比增长虽温和,但连续三个月增长已确认复苏势头。CBI认为,中资企业应重点关注5月IBGE发布的4月零售数据,以验证超市板块是否止跌,以及IT设备增长能否持续。 待观察的跟踪点包括:一是4月美元汇率走势——若雷亚尔继续升值,进口商品价格将进一步下降,利好IT和通信设备进口商,但可能冲击本地制造业竞争力;二是燃料价格走向——中东局势若升级,巴西国家石油公司(Petrobras)可能调整汽油和柴油定价,影响燃料行业收入和需求;三是IBGE将于5月13日前后发布的4月零售数据,特别是超市板块是否反弹,这将决定消费复苏的广度。
CBI 观察编辑判断

事实:底稿显示IT设备增长5.7%与美元贬值直接相关,燃料收入增长11.4%但价格上涨。CBI认为,中资企业应区分短期汇率红利与结构性需求变化——IT设备受益于进口成本下降,但若雷亚尔升值过快,本地组装企业可能面临竞争压力;燃料行业的高收入增长不可持续,需警惕地缘政治风险消退后的价格回调。

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信息概要

类型
市场数据
方向
巴西
分类
金融监管
层级
编辑整理
地点
IT设备、通信产品、燃料进口商及分销商;超市、食品零售企业。
核验
待核验
对象
在巴中资企业贸易商投资者
话题
金融贸易行业趋势

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Com queda do dólar, comércio cresce 0,5% em março e amplia recorde
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Com queda do dólar, comércio cresce 0,5% em março e amplia recorde

O dólar mais baixo impulsionou as vendas de produtos importados e contribuiu para o comércio brasileiro crescer 0,5% na passagem de fevereiro para março. Esse desempenho – terceira alta seguida – fez o setor alcançar seu maior patamar. Na comparação com março do ano passado, o comércio avançou 4%. Já no acumulado de 12 meses, há expansão de 1,8%. Notícias relacionadas: Bolsa cai 1,19%, e dólar fecha estável com tensão no Oriente Médio. Dólar fecha abaixo de R$ 4,90 pela primeira vez em 28 meses. Crédito e emprego explicam vendas no comércio em patamar recorde. As informações fazem parte da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada nesta quarta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  Veja a variação do comércio nos últimos meses: Outubro: 0,5% Novembro: 1% Dezembro: -0,3% Janeiro: 0,5% Fevereiro: 0,7% Março: 0,5% O analista da pesquisa, Cristiano Santos, ressalta que desde outubro de 2025 o setor apresenta tendência de alta, não apagada pelo desempenho de dezembro. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Atividades Dos oito grupos de atividades pesquisadas pelo IBGE, cinco apresentaram alta na comparação mês e mês: Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: 5,7% Combustíveis e lubrificantes: 2,9% Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 2,9% Livros, jornais, revistas e papelaria: 0,7% Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 0,1% Tecidos, vestuário e calçados ficou estável: 0% Móveis e eletrodomésticos: -0,9% Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: -1,4% O especialista explica que o crescimento na atividade de equipamentos para escritório, informática e comunicação, de 5,7%, está relacionada ao comportamento do dólar, que se desvalorizou em relação ao real e fez com que produtos importados ficassem mais baratos. Em março, o valor médio da moeda américa era R$ 5,23. Um ano antes, R$ 5,75. “As empresas aproveitam para compor estoque com a redução do dólar e, depois, em momentos oportunos, fazem promoções. O mês de março foi importante por causa dessas promoções. Equipamentos de informática têm essa característica de ligação com o dólar.” Santos ressalta que a atividade de combustíveis e lubrificantes avançou 2,9%, mesmo com aumento de preço dos combustíveis, provocado pela guerra no Oriente Médio. “A demanda não caiu.” O aumento de preço fez com que as receitas da atividade crescessem 11,4% no mês. Supermercados O analista apontou que o recuo de 1,4% na atividade de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo ─ que responde por mais da metade do setor de comércio ─ pode ser explicado pela inflação, que desestimulou o consumo no período.   Mas ele pondera que o resultado negativo dos supermercados em março não representa trajetória de regressão, uma vez que a atividade cresceu 0,3% em janeiro e 1,4% em março. Atacado No comércio varejista ampliado, que inclui atividades de atacado – veículos, motos, partes e peças; material de construção; e produtos alimentícios, bebidas e fumo – o indicador subiu 0,3% de fevereiro para março e marca crescimento de 0,2% no acumulado de 12 meses.

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