巴西资讯巴西宏观市场2026年5月22日
巴西再冻221亿雷亚尔非强制支出,在巴中资项目资金或承压
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Governo bloqueia R$ 22,1 bi do Orçamento de 2026
巴西政府为遵守财政框架,2026年非强制性支出累计冻结237亿雷亚尔,公共服务合同、基建项目等中资企业参与领域可能面临支付延迟或预算削减。
为什么值得关注
237亿雷亚尔非强制性支出冻结直接影响中资参与的巴西政府合同支付与项目进度,涉及基建、公共服务、设备供应等行业。
巴西财政部与规划部在最新提交国会的《收支评估双月报告》中宣布,2026年预算将额外冻结221亿雷亚尔非强制性支出,累计冻结总额已达237亿雷亚尔。此举旨在确保支出增速不超过通胀率以上2.5%的财政框架上限。对于在巴西从事基建、公共服务、设备供应等依赖政府合同的中资企业而言,非强制性支出冻结意味着项目付款周期可能拉长、新招标暂停或现有合同执行受阻。
根据巴西财政部与规划部联合发布的《收支评估双月报告》,2026年预算需额外冻结221亿雷亚尔非强制性支出,以腾出空间应对强制性支出增长。主要增项包括:持续福利金(BPC)增加141亿雷亚尔、社保福利增加115亿雷亚尔、其他强制性支出增加3亿雷亚尔;而公务员工资及社会费用预测减少38亿雷亚尔。加上此前冻结的金额,2026年非强制性支出冻结总额达到237亿雷亚尔。报告连续第二次未提出临时冻结(contingenciamento),因为主要盈余预测从35亿雷亚尔升至41亿雷亚尔,无需进一步冻结。但若计入司法判决债务(precatórios),基本赤字预测从598亿雷亚尔升至603亿雷亚尔。额外冻结的221亿雷亚尔将在下月29日由总统令详细分配至各部和联邦机构的支出限额。
对于在巴西的中资企业,此次冻结直接影响与联邦政府非强制性支出相关的业务领域。非强制性支出涵盖基础设施维护、公共服务外包、设备采购、科研合作等,这些领域正是中资企业参与巴西政府项目的主要入口。例如,参与公路、港口、电力等基建项目的中资承包商可能面临工程款支付延迟;向政府部门提供设备或服务的企业可能遭遇合同续签暂停或预算削减。此外,中资企业若持有与巴西联邦机构签订的长期服务协议,需关注总统令发布后各部的具体支出限额调整,评估现有合同是否在冻结范围内。底稿未涉及中资企业直接影响,但通过政府合同支付链条,冻结将间接传导至项目现金流和履约进度。
CBI解读:底稿显示,巴西政府冻结非强制性支出的直接原因是强制性支出(尤其是社会福利)大幅增长,财政框架的刚性约束迫使压缩弹性支出。CBI认为,这一趋势在2026年大选年可能持续,因为社会福利支出具有政治刚性,而基建等非强制性支出更易被牺牲。对比2025年类似冻结操作,此次金额更大、时间更早,反映财政压力在加剧。中资企业应关注下月29日总统令的分配细节,特别是交通、能源、城市发展等与中资合作密切的部门是否被重点削减。同时,巴西主要盈余预测虽小幅上升至41亿雷亚尔,但含司法债务的赤字仍在扩大,财政可持续性风险未消。
待观察:一是下月29日总统令公布后,各联邦机构具体支出限额的削减比例,尤其是交通部、矿业能源部、区域发展部等中资项目集中部门;二是巴西国会后续对《预算指导法》的审议是否调整支出上限或容忍区间;三是2026年第一季度政府合同支付实际执行率,可作为判断冻结落地力度的先行指标。
CBI 观察编辑判断
底稿显示冻结源于强制性支出挤压,CBI认为大选年社会福利刚性将加剧非强制支出压缩,中资需关注下月总统令的部门分配细节。
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信息概要
来源信息
- 来源
- Agência Brasil — Economia
- 原文标题
- Governo bloqueia R$ 22,1 bi do Orçamento de 2026
- 原始语言
- 葡萄牙语
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- 编辑
- Clara Lin
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Governo bloqueia R$ 22,1 bi do Orçamento de 2026
O Orçamento de 2026 terá um bloqueio adicional de R$ 22,1 bilhões de gastos não obrigatórios, informaram há pouco os Ministérios da Fazenda e do Planejamento. O valor consta do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, documento enviado ao Congresso a cada dois meses que orienta a execução do Orçamento.
Com o novo bloqueio, o total de recursos bloqueados chega a R$ 23,7 bilhões em 2026. Os recursos foram bloqueados para cumprir o limite de gastos do arcabouço fiscal, que prevê crescimento dos gastos até 2,5% acima da inflação para este ano.
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Segundo os Ministérios da Fazenda e do Planejamento, esse bloqueio foi necessário porque o governo terá de abrir crédito para acomodar o crescimento de gastos obrigatórios.
As principais despesas obrigatórias, cujas estimativas aumentaram em relação ao bimestre anterior são as seguintes:
Benefício de Prestação Continuada (BPC): +R$ 14,1 bilhões;
Benefícios previdenciárias: +R$ 11,5 bilhões;
Demais despesas: +300 milhões.
Em contrapartida, o relatório reduziu a previsão dos gastos com o funcionalismo público:
Despesas com pessoal e encargos sociais: –R$ 3,8 bilhões.
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Superávit primário
Pela segunda vez seguida, o relatório não trouxe previsão de contingenciamento, recursos bloqueados temporiamente para cumprir a meta de resultado primário, resultado das contas do governo antes do pagamento da dívida pública.
Segundo os dois ministérios, a projeção de superávit primário neste ano aumentou de R$ 3,5 bilhões para R$ 4,1 bilhões.
O resultado foi possível por causa do bloqueio dos R$ 22,1 bilhões do Orçamento e da dedução de R$ 1 bilhão com gastos com saúde, educação e defesa da meta de resultado primário.
Essa conta, no entanto, desconsidera o pagamento de precatórios (dívidas da União com sentença judicial definitiva). Com a inclusão dos precatórios, a previsão de déficit primário subiu de R$ 59,8 bilhões para R$ 60,3 bilhões.
Embora a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 estabeleça meta de superávit primário de R$ 34,3 bilhões, 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), a equipe econômica considerou o limite inferior de tolerância, que permite déficit zero para este ano. Com o superávit previsto de R$ 4,1 bilhões, não é necessário contingenciar o Orçamento.
O bloqueio adicional dos R$ 22,1 bilhões será detalhado no próximo dia 29, quando o governo publicar um decreto presidencial com os limites de empenho (autorização de gastos) por ministérios e órgãos federais).
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