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巴西资讯巴西宏观市场2026年5月15日

巴油重启四座化肥厂,2029年覆盖35%需求,中资农化出口或承压

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Petrobras retoma fábricas de fertilizantes para atender 35% da demanda

巴西国家石油公司(Petrobras)宣布重启巴伊亚州氮肥厂等四座化肥项目,计划到2029年满足国内35%氮肥需求,目前巴西85%-90%化肥依赖进口,此举将直接冲击中资化肥及农化产品对巴出口格局。

为什么值得关注

Petrobras化肥自给计划将直接减少中资尿素等氮肥对巴出口份额,影响在巴农资贸易商及农业供应链企业的采购与定价策略。

巴西国家石油公司(Petrobras)于11月14日宣布重启巴伊亚州卡马萨里氮肥厂(Fafen),并同步推进南马托格罗索州、塞尔希培州及巴拉那州三座化肥工厂的复产或建设,目标在2029年前将国内氮肥自给率提升至35%。当前巴西约85%-90%的化肥依赖进口,是全球第四大化肥消费国,占全球用量约8%。对于在巴西从事农资贸易、化肥出口及农业供应链的中资企业而言,这一国产替代计划将逐步改变采购格局与竞争环境。 11月14日,巴西总统卢拉(Lula)在巴伊亚州卡马萨里出席Fafen氮肥厂重启仪式。该厂投资1亿雷亚尔,计划于2026年1月正式复产,尿素日产能1,300吨,约占全国需求5%,预计创造900个直接就业岗位和2,700个间接就业岗位。Petrobras总裁玛格达·尚布里亚尔(Magda Chambriard)现场表示,连同正在建设的南马托格罗索州特雷斯拉戈阿斯UFN-III工厂(预计2029年投产)、已重启的塞尔希培州Fafen以及巴拉那州阿劳卡里亚氮肥公司(Ansa),四座工厂合计将满足巴西35%的氮肥需求。 对于在巴西从事化肥贸易、农资分销及农业投入品出口的中资企业,这一国产替代计划意味着中长期采购结构的变化。目前中国是巴西最大的化肥供应国之一,主要出口尿素、磷酸一铵、复合肥等产品。Petrobras的复产将直接减少对进口尿素的依赖,尤其是巴伊亚州和南马托格罗索州工厂覆盖的东北部和中西部农业主产区,正是中资化肥出口的传统优势市场。此外,卢拉在讲话中明确批评前政府出售Petrobras旗下分销公司BR Distribuidora(现Vibra),并表态希望Petrobras重返燃油分销领域,暗示国有资本在能源与化工产业链的纵向整合将加速,可能影响中资企业在巴西化肥分销渠道的议价空间。 CBI解读:原文显示,卢拉政府将化肥自给上升为国家粮食安全与工业自主的战略议题,并明确接受“国内生产成本略高”的代价。CBI认为,这一政策取向与巴西近年来推动再工业化、减少对华大宗商品依赖的基调一致。对中资企业而言,短期(2026年前)进口需求仍将维持高位,但2026年后尿素等氮肥品种的进口增速可能放缓;同时,Petrobras重启化肥生产将带动天然气制氨原料需求,可能推高巴西国内天然气价格,间接影响中资在巴化工项目的原料成本。横向对比,类似国产替代路径在印度(化肥补贴与本土产能扩张)和印尼(镍矿下游加工)已有先例,中资企业需提前评估在巴农化供应链的定位调整。 待观察:1)Fafen巴伊亚厂2026年1月实际复产进度及产能爬坡节奏;2)南马托格罗索州UFN-III工厂2029年投产前,Petrobras是否启动新的化肥进口招标或与中资企业签订长期供应协议;3)卢拉政府是否出台化肥进口关税调整或国产化率要求等配套政策,需关注CAMEX(外贸商会)后续决议。
CBI 观察编辑判断

事实层面,Petrobras已明确四座工厂的产能目标与时间表;CBI认为,该计划的政治确定性较高(卢拉亲自站台),但执行层面受制于天然气原料供应与工程进度,2026年前进口缺口仍存,中资企业应利用窗口期调整产品结构与客户绑定策略。

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信息概要

类型
企业动态
方向
巴西
分类
宏观市场
层级
编辑整理
地点
中资化肥出口商、农资贸易商、农业供应链企业
核验
待核验
对象
在巴中资企业贸易商出口商
话题
企业动态行业趋势政策

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Petrobras retoma fábricas de fertilizantes para atender 35% da demanda
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Petrobras retoma fábricas de fertilizantes para atender 35% da demanda

A Petrobras prevê alcançar mais de um terço da demanda nacional por fertilizantes com a retomada de projetos de fabricação própria do insumo, considerado essencial para a produção agropecuária do país.  O anúncio foi feito durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à fábrica de fertilizantes nitrogenados na Bahia (Fafen), nesta quinta-feira (14), em Camaçari, na região metropolitana de Salvador.  Notícias relacionadas: Petrobras retomará obras de unidade de fertilizantes em MS. Lula estava acompanhado de representantes da estatal, ministros e do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues. Com investimento de R$ 100 milhões, a planta industrial foi reiniciada em janeiro de 2026, após ficar cerca de seis anos hibernada. A unidade tem capacidade de produção de 1,3 mil toneladas diárias de ureia, o que representa aproximadamente 5% da demanda nacional.  Ao mesmo tempo, estão sendo gerados 900 empregos diretos e outros 2,7 mil indiretos na região. A retomada da Fafen se soma a outras iniciativas, incluindo a reabertura da Fafen no município de Laranjeiras, em Sergipe, e da fábrica da companhia Araucária Nitrogenados S.A. (Ansa), em Araucária, na região metropolitana de Curitiba.  Uma quarta fábrica da companhia, a Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul, está em processo de construção, com operação prevista para iniciar em 2029. "Com a fábrica de Mato Grosso do Sul, com a fábrica do Paraná, com a fábrica de Sergipe e com a fábrica da Bahia, nós vamos produzir 35% dos fertilizantes nitrogenados que o Brasil precisa", destacou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, durante a visita à Fafen em Camaçari.  Os fertilizantes nitrogenados, como ureia, são bastante usados por produtores agrícolas. Para a produção dos fertilizantes, é preciso matéria-prima resultante do gás natural, produzido pela Petrobras.  O uso de fertilizantes permite ao país produzir alimentos em grande escala e sustentar a posição de um dos maiores exportadores agrícolas do mundo. "O Brasil é um país agrícola. O Brasil é o segundo maior produtor de alimentos. E o Brasil precisa de fertilizante. E o Brasil não pode ser importador de 90% do fertilizante que a nossa agricultura precisa. O Brasil precisa ser dono do seu nariz e produzir os fertilizantes", afirmou Lula em discurso durante a visita. Atualmente, o Brasil depende de importações para cerca de 85% a 90% dos fertilizantes que consome, tornando essa uma das maiores vulnerabilidades do agronegócio nacional. Essa dependência é estrutural, já que o país é o quarto maior consumidor global, responsável por cerca de 8% de todo o fertilizante utilizado no mundo. Indústria nacional O presidente comparou a retomada da Fafen na Bahia a outras iniciativas para impulsionar a indústria nacional, como o setor naval, com a retomada de estaleiros. Segundo ele, o Brasil abandonou atividades estratégicas ao adotar a lógica de que seria mais barato comprar no exterior do que produzir internamente. "Produzir aqui poderia ser um pouco mais caro, é verdade. Mas a gente estaria trazendo para cá conhecimento tecnológico, a gente estaria trazendo para cá mão de obra qualificada, a gente estaria trazendo para cá pagamento de salário, a gente estaria trazendo desenvolvimento interno para que o Brasil pudesse competir", afirmou. O presidente também criticou a privatização de ativos públicos da Petrobras em governos anteriores, citando a venda da BR Distribuidora, ex-subsidiária da Petrobras na comercialização de derivados de petróleo. A empresa, que agora se chama Vibra Distribuidora, foi alienada pela Petrobras entre 2019 e 2021, no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para o atual presidente, essa situação prejudicou a capacidade da Petrobras equilibrar os preços dos combustíveis vendidos nos postos. "Você acha que eu me conformei algum dia com a venda da BR? Por que vender a BR? Ou seja, ao vender a BR, eles tiraram da Petrobras o direito de influir nos preços, na distribuição", declarou.  Lula afirmou ainda que gostaria de ver a Petrobras voltar ao setor. "Eu tenho certeza que se a gente tiver no ritmo que a gente dá, e se vocês tiverem a vontade política, a gente vai ter uma distribuidora de gasolina outra vez".

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