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巴西资讯巴西宏观市场2026年4月15日

巴西电池储能拍卖延迟,中资储能企业2025年订单窗口或收窄

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Emendas parlamentares e juros da dívida apertam investimentos públicos

巴西矿业和能源部原定4月举行的首次电池储能系统拍卖至今未公告,引发行业担忧。在巴中资储能设备商和EPC企业面临年度订单不确定风险,需重新评估2025年巴西市场策略。

为什么值得关注

巴西首次电池储能拍卖延迟,直接冲击中资储能企业在拉美最大市场的2025年订单预期与投资节奏。

巴西矿业和能源部(Ministério de Minas e Energia,MME)原计划于4月举行的该国首次电池储能系统拍卖至今未发布正式公告,引发市场对项目推进节奏的普遍担忧。部长Alexandre Silveira此前曾公开表示拍卖将在4月进行,但截至报道发布时,MME未公布任何延期或取消的官方说明。该消息由Brazil Journal率先披露。对于已在巴西布局储能产线或参与前期项目投标的中资企业而言,这一政策空窗期意味着2025年新增订单可能大幅缩水,甚至面临“失去的一年”。 巴西矿业和能源部(MME)原计划通过首次电池储能系统拍卖,以长期合同方式部署大规模储能容量,被视为巴西电力系统向可再生能源转型的关键一步。部长Alexandre Silveira曾在多个场合释放积极信号,预计拍卖于4月启动。然而,至今未发布任何招标公告或时间表更新,企业界开始担忧该拍卖可能被搁置或无限期推迟。底稿未提供具体延迟原因,但行业普遍猜测与政府内部审批流程、电价补贴方案争议以及财政空间有限有关。 对于在巴西开展业务的中资储能企业——包括电池制造商、系统集成商及电站EPC承包商——此次拍卖延迟直接影响其2025年度的项目储备和营收预期。巴西是拉美最大的储能潜在市场,中资企业此前已通过参与前期可行性研究、与本地发电集团签署谅解备忘录等方式布局。拍卖推迟意味着这些前期投入的变现周期拉长,且可能错过2025年并网窗口。此外,若拍卖最终取消,中资企业需重新评估是否转向现货市场或分布式储能项目,后者在巴西的监管框架尚不成熟。 CBI解读认为,底稿显示的事实是拍卖时间表已实质性落空,但未说明MME是否会在年内重启。CBI观察,巴西电力监管机构ANEEL(国家电力能源局)近年来在储能纳入电力规划方面进展缓慢,此次拍卖延迟并非孤立事件,而是巴西大型能源基础设施招标普遍存在的“承诺多、落地少”问题的缩影。对比2023年巴西输电线路拍卖多次延期的情况,储能拍卖面临相似的行政与财政阻力。CBI认为,中资企业不应将此次拍卖视为2025年唯一增长引擎,而应同步关注各州级分布式储能激励政策以及自由市场(ACL)下的大型用户直购电储能需求。 待观察的跟踪点包括:第一,MME是否在2025年6月前发布拍卖正式公告或替代方案;第二,ANEEL是否出台储能参与电力辅助服务的临时规则,为无拍卖情况下的市场化储能收益提供依据;第三,巴西国家开发银行(BNDES)是否推出针对储能项目的专项融资额度,以弥补拍卖缺失带来的政策激励不足。
CBI 观察编辑判断

事实层面,底稿确认拍卖未按原定4月时间表进行且无新公告。CBI认为,该延迟反映出巴西大型能源基础设施招标的系统性低效,中资企业应降低对单一拍卖项目的依赖,转向分布式及自由市场储能机会。

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信息概要

类型
政策发布
方向
巴西
分类
宏观市场
层级
编辑整理
地点
中资储能设备商、系统集成商及EPC企业
核验
待核验
对象
在巴中资储能设备制造商在巴中资电力EPC企业在巴中资新能源投资者
话题
政策行业趋势

来源信息

来源
Brazil Journal
原文标题
Emendas parlamentares e juros da dívida apertam investimentos públicos
原始语言
葡萄牙语
原文链接
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Emendas parlamentares e juros da dívida apertam investimentos públicos

O Orçamento Federal em 2025 foi marcado pela expansão das emendas parlamentares, especialmente as individuais e de comissões e pelo peso do pagamento dos juros da dívida e das políticas de renúncia fiscal, três elementos que impediram o aumento dos investimentos. As despesas totais da União ficaram na casa dos R$ 5,39 trilhões, aumento de 2,3% no Produto Interno Bruto (PIB). Os dados constam do relatório Orçamento e Direitos: Balanço da Execução de Políticas Públicas (2025), divulgado pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), nesta terça-feira (14), constata que o setor de políticas sociais, como o combate à violência contra as mulheres, a promoção e garantia dos direitos das crianças, saúde, educação e meio ambiente, foi o que mais sofreu com a redução dos recursos, em prol da manutenção de políticas desiguais que ainda favorecem muito os superricos. Notícias relacionadas: Relator do Orçamento 2025 projeta superávit primário de R$ 15 bilhões. Governo discute solução para R$ 15 bi fora do teto do Orçamento 2025. Dino manda PF investigar emendas parlamentares que somam R$ 694 mi. Embora tenha destacado o avanço em políticas fiscais com impacto distributivo, como o aumento do piso do Imposto de Renda e a taxação de dividendos, o Inesc apontou o limite da capacidade destas medidas em combater a desigualdade. “Enquanto o governo tira com uma mão, na prática, devolve com outra, financiando setores industriais que poluem muito, concentram muita riqueza e não apresentam avanços tecnológicos e sociais”, diz o texto. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp O documento aponta avanço dos recursos federias nas áreas sociais, ambientais e de promoção de direitos humanos, em 2025. Mas permaneceram limitados por regras fiscais restritivas. Elas pressionaram os recursos para executar programas e ampliar políticas públicas, como as relacionadas a programas sociais. "A narrativa da austeridade se tornou hegemônica nas últimas décadas, voltada para cortes dos gastos primários, especialmente os que financiam as dívidas públicas e estão acima de esquerda e direita", diz Teresa Ruas, cientista política especializa em políticas fiscais e assessora no Inesc, e uma das responsáveis pelo relatório. O estudo reúne análises de nove áreas acompanhadas pelo Inesc: panorama econômico, educação, cidades, transição energética, meio ambiente e clima, quilombolas, igualdade racial, mulheres e crianças e adolescentes e pode ser conferido no site do instituto. Para o Inesc, a combinação de juros elevados, regras fiscais restritivas e renúncias tributárias expressivas é a prova de que o país precisa corrigir essas distorções no orçamento se quiser ampliar políticas públicas que reduzam as desigualdades. Emendas parlamentares Segundo o Inesc, a expansão das emendas parlamentares representa um dos fenômenos mais relevantes da dinâmica orçamentária federal, “o que causa um problema para o planejamento público ao favorecer medidas de caráter mais pontual e com maior retorno político. Isso tem se espalhado inclusive para tipos de emenda que deveriam ter um caráter mais programático, como as emendas de comissão”. O relatório indica que esses recursos passaram a ocupar uma parcela expressiva do gasto discricionário e deslocam do Executivo para o Legislativo parte importante das decisões sobre prioridades orçamentárias. “As emendas parlamentares somaram R$ 45 bilhões em 2025, o que equivale a 20% das despesas discricionárias e altera significativamente a dinâmica de planejamento e execução do orçamento público”. Juros Os gastos com juros da dívida interna seguem priorizado pelo governo. Eles tendem a se manter em patamar elevado enquanto os juros básicos permanecerem altos, a 15% ao ano, maior valor desde 2006. “Não adianta liberar espaço fiscal nas contas primárias, se a política de juros altos continua encarecendo a dívida pública. A conta jamais fechará. Enquanto isso, o espaço no Orçamento para o financiamento de direitos se torna cada vez mais restrito", analisa Ruas. Em 2025, R$ 371,7 bilhões foram destinados ao pagamento de juros da dívida, enquanto os investimentos públicos federais representaram apenas 20% deste valor, com R$ 70,8 bilhões. Os recursos para investimentos são os que garantem obras de infraestrutura como novos hospitais, universidades, rodovias e redes de saneamento. Outros R$ 42 bilhões são destinados a execução de políticas públicas e compõe o que se chama de gastos discricionários, que sofrem diretamente com os limites do Novo Arcabouço Fiscal. O maior volume de recursos segue os destinados às despesas obrigatórias, como o salário dos servidores e dos aposentados e dos pisos constitucionais da saúde e educação, essenciais para garantir que a máquina pública funcione, que o Sistema Único de Saúde (SUS) atenda e que nossas universidades formem força de trabalho e produzam ciência de ponta. "A disputa em torno da política monetária e dos juros se estabelece em torno da narrativa do controle da inflação. Existe um conteúdo político para além e esse cenário pode nos dizer muito desse conteúdo. Nos juros da dívida existe muito dessa narrativa, ligada ao mercado financeiro e a esse processo de financeirização. Ao mesmo tempo o setor produtivo disputa esses juros", diz Ruas. Renúncias fiscais As renúncias fiscais surgiram como uma estratégia para fomentar setores com alto potencial de geração de emprego ou crescimento estratégico para os interesses do país. Alinhadas como gastos tributários se manifestam como benefícios e isenções tributárias e representaram R$ 544 bilhões, em 2025, o equivalente a 4,8% do PIB e a cerca de 24% de toda a arrecadação da União. Teresa Ruas aponta que, embora o governo tenha sinalizado na direção dessa revisão, ela favorece grupos ligados ao capital e representa uma disputa difícil, especialmente para um ano eleitoral. "Os benefícios fiscais têm de ter critérios para além do econômico, como agenda climática e direitos humanos, por exemplo. Há a necessidade de uma revisão estrutural dessas políticas de austeridade, que transcendem governos. As prioridades tem de ser coletivas", conclui a pesquisadora.

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