巴西资讯巴西科技平台2026年4月9日
巴西啤酒花自给率仅1.11%,中资农业企业可关注热带种植技术突破
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Poupança tem retirada líquida de R$ 11,1 bilhões em março
巴西研究机构Coppe/UFRJ启动啤酒花本土化项目,目标将年产2.5季的热带优势转化为进口替代,目前巴西年需求7000吨、自产仅81吨,中资农业与食品企业可关注技术合作与供应链机会。
为什么值得关注
巴西啤酒花年需求7000吨、自产仅81吨,自给率1.11%,本土化项目可能改变进口依赖格局,中资农业与食品企业可关注技术合作与供应链机会。
巴西里约热内卢联邦大学工程研究生与研究所(Coppe/UFRJ)正牵头一项旨在将巴西打造为热带啤酒花生产全球标杆的研究项目。该项目由Coppe下属的先进可持续性、本地生态系统与治理中心(Casulo)与巴西啤酒花协会(Aprolúpulo)合作推进,并于2026年3月发布《2024年巴西啤酒花地图》。数据显示,2024年巴西啤酒花产量仅81吨,而国内年需求高达7000吨,自产比例仅1.11%,年市场规模约8.78亿雷亚尔。对于在巴西从事农业、食品加工及生物提取的中资企业而言,该项目可能打开一条从种植到高附加值提取物的新产业链。
Coppe/UFRJ的研究人员正在领导一个旨在改变巴西啤酒花产业链的项目,目标使该国成为热带地区啤酒花生产与供应的全球标杆。目前巴西消费的啤酒花主要依赖从寒冷气候地区进口,这些地区因光照和温度限制每年仅有一季收获。该项目由Coppe下属的Casulo中心开发,项目协调员Amanda Xavier(来自生产工程项目)表示,他们正在构建一条从精准农业种植到工业加工再到自有实验室质量控制的全新产业链。项目包括采用二氧化碳超临界萃取技术生产高附加值啤酒花提取物,并通过精准农业和实验室控制实现标准化、可追溯和规模化供应。2024年全球啤酒花产量约11.4万吨,同期巴西仅生产81吨,而国内需求约7000吨,年市场规模约8.78亿雷亚尔,这意味着巴西仅自产消费量的1.11%,严重依赖进口,增长空间巨大。与寒冷气候地区每年仅一季不同,巴西通过适当管理和使用补光等技术,每年可实现多达2.5季收获,这是显著的生产力优势。该项目计划复制巴西在大豆和小麦上的成功经验,将啤酒花生产适应本国环境,掌握技术并达到具有国际竞争力的规模。
对于在巴中资企业,该项目的直接触点主要体现在三个层面。第一,农业种植领域:中资农业企业可关注啤酒花品种本土化培育及精准农业技术合作,尤其是补光技术和热带种植管理经验。第二,食品与生物提取加工:二氧化碳超临界萃取技术可用于生产标准化啤酒花提取物,中资企业可评估与Casulo或Aprolúpulo的技术合作或设备供应机会。第三,供应链与贸易:目前巴西啤酒花进口依赖度高,若本土产量提升,中资贸易商需重新评估进口采购策略,同时关注巴西国内市场对精酿啤酒及制药行业原料的需求增长。底稿未提及中资企业已参与该项目,但通过技术合作、设备出口或原料采购等机制,中资企业可间接受益于产业链升级。
CBI解读:底稿显示巴西啤酒花自产比例极低(1.11%),但热带地区年收获2.5季的生产力优势为进口替代提供了技术可行性。CBI认为,该项目若成功,将显著改变巴西啤酒花供应链格局,减少对北美和欧洲进口的依赖,并可能带动下游精酿啤酒、食品添加剂及化妆品行业的发展。数据表明,巴西在大豆和小麦上的本土化经验已证明其农业适应能力,啤酒花项目具备类似潜力。但CBI也观察到,从81吨到7000吨的产量跨越需要大量投资、技术积累和至少3-5年的种植周期,短期内进口仍将主导市场。
待观察:一是2026年下半年Casulo是否公布试点种植基地选址及投资规模;二是巴西啤酒花协会(Aprolúpulo)是否会推出针对外资的种植合作或技术许可政策;三是2027年《2025年巴西啤酒花地图》发布时,产量数据是否出现显著增长。
CBI 观察编辑判断
底稿显示巴西啤酒花自产比例极低(1.11%),但热带地区年收获2.5季的生产力优势为进口替代提供了技术可行性。CBI认为,该项目若成功,将显著改变巴西啤酒花供应链格局,减少对北美和欧洲进口的依赖,并可能带动下游精酿啤酒、食品添加剂及化妆品行业的发展。
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- 来源
- Agência Brasil — Economia
- 原文标题
- Poupança tem retirada líquida de R$ 11,1 bilhões em março
- 原始语言
- 葡萄牙语
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- Clara Lin
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Poupança tem retirada líquida de R$ 11,1 bilhões em março
O saldo da aplicação na caderneta de poupança caiu em março deste ano, com registro de mais saques do que depósitos. As saídas superaram as entradas em R$ 11,1 bilhões, de acordo com relatório divulgado nesta quinta-feira (9) pelo Banco Central (BC).
No mês passado, foram aplicados R$ 369,6 bilhões, contra saques da ordem de R$ 380,7 bilhões. Os rendimentos creditados nas contas de poupança somaram R$ 6,3 bilhões. O saldo da poupança é de quase R$ 1 trilhão.
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Nos últimos anos, a caderneta vem registrando mais saques que depósitos. Em 2023 e 2024, as retiradas líquidas foram R$ 87,8 bilhões e R$ 15,5 bilhões, respectivamente. No ano passado, o saldo negativo da poupança chegou a R$ 85,6 bilhões.
No primeiro trimestre desde ano, a caderneta já acumula R$ 41,2 bilhões em retiradas líquidas. Entre as razões para os saques está a manutenção da Selic – a taxa básica de juros – em alta, o que estimula a aplicação em investimentos com melhor desempenho.
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Na última reunião, no mês passado, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC começou a reduzir a Selic, com um corte de 0,25 ponto percentual ao ano. Entretanto, com as tensões causadas pela guerra no Oriente Médio, a autoridade monetária não descarta rever o ciclo de baixa, caso seja necessário.
A Selic é o principal instrumento do BC para garantir que a meta de 3% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, seja alcançada. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.
Em fevereiro, a alta dos preços em transportes e educação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,7% – aceleração diante do registrado em janeiro (0,33%). No entanto, o IPCA acumulado em 12 meses recuou para 3,81%, abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024.
A inflação de março, já com os possíveis impactos da guerra no Oriente Médio, será divulgada nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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